Reforma da Previdência

Na comissão, aprovação de relatório ainda não é garantida, diz o Estadão

Mesmo após o anúncio das flexibilizações pelo relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), o governo ainda não tinha ontem a garantia de que terá os votos necessários para aprovar o novo texto na comissão especial. Levantamento feito pelo Estado apontou que 12 integrantes da comissão afirmaram que vão votar a favor do novo texto. Outros 11 se declararam contrários ao parecer, mesmo após as alterações já anunciadas. Outros sete parlamentares não quiseram abrir o voto. O Estado não conseguiu localizar cinco.

Para ser aprovado na comissão, o parecer precisa da maioria dos votos dos presentes na sessão, desde que haja quórum de no mínimo 19 parlamentares. A leitura do relatório está marcada para hoje, mas a votação só deve ocorrer na semana que vem.

Até mesmo deputados de partidos da base aliada dizem que ainda são contrários à versão mais suave da reforma. É o caso de Paulo Pereira da Silva (SDSP), o Paulinho da Força, Givaldo Carimbão (PHS-AL) e Heor Schuch (PSB-RS). Os três já se opunham à versão original da reforma, enviada pelo governo Michel Temer, no Placar da Previdência, elaborado pelo Grupo Estado.

Os outros oito votos contrários são todos da oposição: Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Assis do Couto (PDT-PR), Ivan Valente (PSOL-SP), Assis Carvalho (PT-PI), Pepe Vargas (PTRS), Arlindo Chinaglia (PTSP), José Mentor (PT-SP) e Alessandro Molon (Rede-RJ).

Somente o deputado Giuseppe Vecci (PSDB-GO), que tinha se declarado indeciso na primeira rodada do Placar da Previdência, mudou de opinião e agora diz que votará a favor. Os demais deputados que votarão “sim” já tinham manifestado a mesma posição antes. Todos eles são de partidos da base do governo: Pauderney Avelino (DEM-AM), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Lelo Coimbra (PMDB-ES), Carlos Marun (PMDB-MS), Mauro Pereira (PMDB-RS), Maia Filho (PPPI), Julio Lopes (PP-RJ), Bilac Pinto (PR-MG), Thiago Peixoto (PSD-GO), Reinhold Stephanes (PSD-PR) e Marcus Pestana (PSDB-MG).

Os deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Eduardo Barbosa (PSDB-MG) e Professor Victório Galli (PSC-MT) tinham se posicionado contrários à primeira versão da reforma e agora não quiseram responder. Por outro lado, Adail Carneiro (PPCE), que tinha votado a favor no primeiro Placar da Previdência, agora não quis responder. Também não declararam o voto Evandro Gussi (PV-SP), Alexandre Baldy (PTN-GO) e Vinicius Carvalho (PRB-SP), que antes se disseram indecisos.

O Estado não localizou Magda Mofatto (PR-GO), Erivelton Santana (PEN-BA), Darcísio Perondi (PMDB-RS), que eram todos favoráveis na primeira rodada do Placar. Eros Biondini (PROS-MG) e Bebeto (PSBBA) também não foram encontrados, mas antes disseram à equipe do Grupo Estado que eram contra a reforma.

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