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Autoridades não encontram vestígio de invasão em reserva indígena do Amapá

Autoridades não encontram vestígio invasão reserva indígena Amapá
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Escrito por Pierre
Após a morte, na semana passada, do cacique da tribo Emrya Wajãpi, autoridades da Polícia Federal e da Polícia Militar do Amapá não encontraram, até agora, provas de invasão de não-índios na Terra Indígena Wajãpi.
 “As investigações ainda estão em curso. Preliminarmente ainda não se encontrou qualquer vestígio (de invasão), isso passado pelas equipes responsáveis pela diligência, equipes altamente especializadas”, afirmou o procurador da República Rodolfo Soares Ribeiro Lopes, procurador-chefe da Procuradoria da República no Estado do Amapá, em entrevista coletiva em Macapá.
“Esses são os resultados iniciais da diligência”, acrescentou.
Em nota, entretanto, o Conselho das tribos Wajãpi disse que guerreiros da etnia indicaram aos policiais rastros dos invasores e os levaram para locais onde eles teriam se escondido na última sexta-feira (26). De acordo com a nota, os policiais disseram aos indígenas que não poderiam adentrar na mata para seguir os rastros e alegaram que, por ser uma região de difícil acesso, não tinham condições de permanecer e manter as buscas à noite.
“Nós Wajãpi continuamos muito preocupados com os invasores que estão na região norte da nossa Terra Indígena. Nas aldeias desta região as famílias estão com muito medo de sair para as roças ou para caçar. Algumas comunidades saíram de suas aldeias para se juntar com famílias de outras aldeias para se sentirem mais seguras”, diz ainda a nota.
O conselho observa também que autoridades disseram que analisarão imagens de satélite da região e, caso encontrem indícios, irão sobrevoar a área em busca dos alegados invasores.
Em memorando datado do sábado, ao qual a Reuters teve acesso, a Fundação Nacional do Índio (Funai) afirmava que diversas fontes diziam que invasores, possivelmente garimpeiros, haviam sido vistos na terra Wajãpi e que, inclusive, teriam entrado em contato com os indígenas.
A Funai esclareceu que, por se tratar de um local de difícil acesso, alertou os órgãos de segurança da área para se certificar da veracidade das informações.
“Neste domingo, após a chegada de servidores da Fundação, da Polícia Federal e do Bope, foi aberto inquérito pela PF para apuração da morte de um cacique que foi a óbito na semana passada”, informou a Funai em nota.
De acordo com a fundação, servidores da Funai encontram-se no local e acompanham o trabalho da polícia.

Bolsonaro se pronuncia

O presidente Jair Bolsonaro, um crítica da demarcação de terras indígenas, disse, nesta segunda-feira (29), que enviará ao Congresso um projeto de lei para legalizar o garimpo no país. Além disso, afirmou que o excesso de reservas indígenas no país está “inviabilizando o agronegócio”, e levantou dúvidas sobre a morte do cacique Wajãpi.
“Não tem ainda nenhum indício forte de que esse índio foi assassinado lá agora. Chegaram várias possibilidades. A PF está lá, quem nós pudermos mandar para lá já mandamos para buscar desvendar o caso e buscar a verdade sobre isso aí”, afirmou.

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