Governo

Um ano após assumir governo, Temer não teve êxito em suas prioridades é o título de matéria na Folha

Michel Temer ainda não teve êxito em prioridades que estabeleceu para o seu mandato em discurso feito quando assumiu a Presidência.

No seu primeiro pronunciamento no comando do país, há exatamente um ano, ele disse que sua fala representava parte “de um ideário” que ele oferecia ao Brasil.

Em sua estreia como então presidente interino, destacou que o maior objetivo da gestão era a redução do desemprego e lançou um slogan: “Não fale em crise, trabalhe”.

Em um ano, apesar do país ter criado em fevereiro 35,6 mil vagas formais, foram fechados 63,6 mil postos com carteira assinada em março. No primeiro trimestre, o desemprego atingiu recorde de 14,2 milhões de pessoas.

O presidente também disse que sua gestão necessitava de apoio popular e que o “povo precisa colaborar e aplaudir as medidas” adotadas. As duas principais reformas defendidas pelo presidente, trabalhista e previdenciária, porém, são rejeitadas pela maioria da população.

Segundo pesquisa Datafolha, 58% acreditam que a trabalhista acarretará em menos direitos aos trabalhadores e 71% se posicionam contra a previdenciária.

O peemedebista afirmou ainda que teria empenho na revisão do pacto federativo, já que, para ele, as unidades da federação precisam “ganhar autonomia verdadeira”, “não sendo uma federação artificial” como atualmente.

A atual administração, contudo, não conseguiu realizá-la. O socorro aos Estados em calamidade financeira só passou pela Câmara nesta quarta (10) e ainda precisa ser votada pelo Senado.

A renegociação dos débitos com o BNDES ainda depende de decreto presidencial. A reforma do ICMS ainda está em discussão entre os Estados e a equipe econômica.

EQUILÍBRIO

No discurso do ano passado, Temer ressaltou também a necessidade imediata de restaurar o equilíbrio das contas públicas e fazer com que a evolução do endividamento volte a um patamar de sustentabilidade ao longo do tempo. “Quanto mais cedo formos capazes de reequilibrar as contas públicas, mais rápido conseguiremos retomar o crescimento”, disse.

O governo aumentou o congelamento dos gastos federais no Congresso. O rombo nas contas públicas parou de aumentar em outubro, mas a trajetória do endividamento público é ascendente.

A expectativa oficial é a de que o país saia do vermelho apenas em 2020, quando o mandato do peemedebista já terá acabado, e a dívida só passe a cair em meados da próxima década.

O presidente também elencou em seu discurso inicial metas que conseguiu realizar ao longo de um ano. Ele manteve programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. “São projetos que deram certo, e, portanto, terão sua gestão aprimorada”, afirmara.

No período, os juros oficiais e o índice de inflação apresentaram quedas, como Temer havia defendido. “Eu quero também remover, pelo menos nós faremos um esforço extraordinário para isto, a incerteza introduzida pela inflação dos últimos anos”, disse.

A atividade econômica também demonstrou sinais de melhoras, apesar de o setor industrial ainda apresentar resultados negativos.

Deixe uma resposta