Economia

Economia encolhe 0,51% em maio, maior queda desde agosto do ano passado, diz O Globo

Na contramão das expectativas e de alguns sinais de recuperação, a economia brasileira encolheu 0,51% em maio, nas contas do Banco Central. A maior queda desde agosto do ano passado surpreendeu os economistas, que esperavam uma alta de 0,3% do IBC-Br (o índice de atividade da autarquia). O dado reforça a avaliação que a retomada do crescimento será com altos e baixos e ao sabor dos próximos capítulos da crise política nacional.

Apesar de o índice ter sido pior que a projeção, analistas do mercado financeiro mantiveram a perspectiva para o segundo trimestre. A maioria espera estabilidade no resultado oficial do Produto Interno Bruto (PIB). Mas avaliam que a velocidade da retomada daqui para frente dependerá dos rumos políticos do país.

No ano, o IBC-Br ainda não mostrou reação. O índice da autoridade monetária está praticamente estável, acumulando uma queda de 0,05%.

RECUPERAÇÃO LENTA

Na visão do economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio Leal, é tanta incerteza que a indefinição pode começar a contaminar as projeções de crescimento do ano que vem. Segundo o analista, o Brasil já deixou o fundo do poço desde meados do ano passado. O que preocupa é a velocidade de recuperação.

O que é decepcionante é o ritmo da recuperação. É um ritmo muito baixo, dado o buraco em que a gente se enfiou — afirmou Leal.

Ele lembrou que, apesar de o mercado financeiro receber bem a vitória do presidente Michel Temer, as incertezas continuam, já que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prepara outras denúncias. E isso deve tumultuar ainda mais o cenário.

Não sei a solução, mas tem de ser revolvido rápido. O que podemos esperar? Dia 2 de agosto deve vir outra denúncia — comentou o analista

O nível de confiança do consumidor brasileiro com a economia e com as próprias condições financeiras, por exemplo, despencou. Caiu de 41,5 pontos para 39,4 pontos em junho. O dado do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) está no patamar mais baixo já registrado.

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