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Em Belo Horizonte, Doria diz que ‘fogo amigo dói pra chuchu’ é o título de matéria no Estadão

Em meio à disputa com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pela candidatura tucana ao Palácio do Planalto no ano que vem, o prefeito de São Paulo, João Doria, afirmou nesta segunda-feira, 25, em Belo Horizonte, que “fogo amigo dói pra chuchu”.

O tucano desembarcou na capital mineira para encontro com empresários, mesma agenda cumprida na cidade por Alckmin uma semana atrás. No último dia 18, o governador de São Paulo participou de encontro organizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Doria participou, nesta segunda-feira, de seminário realizado pelo Instituto de Formação de Líderes (IFL). Antes, ele esteve em Franca (SP) reunido com empresários do setor calçadista.

A reclamação sobre fogo amigo ocorreu enquanto Doria fazia palestra a empresários, no momento em que lembrava das eleição para a prefeitura, no ano passado, e de dificuldades da disputa de prévias, na ocasião. O prefeito lembrou que à época, Alckmin lhe disse que somente o assumiria como candidato depois que o PSDB tomasse a decisão de quem seria o nome do partido na disputa.

Apesar da declaração ressentida, a passagem de Doria por Belo Horizonte foi marcada de elogios a Alckmin. “Fiquei muito feliz em saber que o governador esteve aqui há uma semana. Não há a menor possibilidade de nos afastarmos”, disse. Dória voltou a dizer que não gostaria de disputar prévias com p colega de partido.

Assim com Alckmin, Doria foi recebido na cidade pelo senador Antônio Augusto Anastasia (PSDB). O prefeito, quem vem visitando várias cidades, negou viajar como pré-candidato do partido à presidência. “Viajo como prefeito de São Paulo”, disse.

Na palestra para os empresários mineiros Doria disse ainda que “Lula não vai desaparecer por uma decisão da justiça, a não ser que seja preso. Vai colocar uma marionete pra ser preposto dele nas eleições”, disse. O prefeito voltou a dizer preferir que Lula dispute as eleições e seja derrotado nas urnas.

Doria voltou a dizer que petistas não gostam de trabalhar. “A não ser para comprar triplex, sítio. Para interesses pessoais são maravilhosamente eficientes”, afirmou.

O prefeito, ao comentar sua gestão na cidade de São Paulo, disse que, mesmo contra “recomendações”, falou que trataria de segurança pública, uma atribuição do estado. Doria chamou a cracolândia de câncer e disse que não admitiria, na cidade dele, que fosse necessário pedir autorização a traficantes para limpar a região. “E eu falo. É o PCC”, disse se referindo à facção criminosa Primeiro Comando da Capital.

Aécio. Dória se negou a responder se pretende contar com apoio do senador Aécio Neves (PSDB) para atrair votos em Minas na hipótese de se candidatar à presidência. “Tenho respeito e amizade pelo Aécio”, afirmou.

Doria também negou ter visto problema no fato de ter o título de cidadão honorário de Minas Gerais negado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, há cerca de um mês. “Sempre estive aqui. Sempre fui bem recebido. Vou voltar várias vezes”, afirmou.

Sobre a possibilidade de mudar de partido, caso não consiga se viabilizar na disputa dentro do PSDB, o prefeito afirmou apenas que o DEM, um possível destino de uma nova filiação, é de “grande valor”. “Aliás, é parte de nossa base no estado de São Paulo e na capital”, afirmou.

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