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Alckmin é o presidenciável mais mal avaliado, diz Ipsos é o título de matéria no Valor

Pesquisa do instituto Ipsos recém divulgada não traz boas notícias para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Entre os presidenciáveis assumidos e os nomes publicamente cotados para 2018, o tucano pode ser considerado o campeão absoluto em desaprovação. Conforme o levantamento, feito entre os dias 1º e 14 de setembro, 75% dos brasileiros desaprovam a forma como Alckmin vem atuando. Avaliações positivas somam 13%.

A Ipsos fez esse tipo de teste mensalmente com diversos nomes de destaque do meio político, inclusive com figuras que não podem ou não pretendem concorrer nas próximas eleições.

A taxa de desaprovação a Alckmin o coloca numa posição ligeiramente melhor que a da ex-presidente Dilma Rousseff (78% de desaprovação) e um pouco pior que a do senador pemedebista Renan Calheiros (72%), um dos principais alvos de manifestações de rua desde 2013.

Como a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos, é possível afirmar que, em desaprovação, Alckmin está empatado com a petista e com o pemedebista alagoano.

Em todo o ranking, a maior taxa de desaprovação é a do presidente Michel Temer, que alcança 94%. O pemedebista tem apenas 3% de aprovação, confirme a Ipsos. Numericamente, as avaliações negativas sobre Temer superam até as do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atualmente preso (92%).

A má notícia para Alckmin no relatório da Ipsos não vem acompanhada de boa notícia para o prefeito de São Paulo, João Doria, seu concorrente no PSDB pela vaga de candidato em 2018.

O relatório mostra que Doria não vem colhendo popularidade. Em março, quando o nome do prefeito começou a ser citado publicamente como possível candidato à Presidência, sua taxa de desaprovação era de 45%. Nos seis meses em que intensificou as articulações e o ritmo de viagens pelo país, ele só viu sua taxa de desaprovação crescer. Na pesquisa mais recente, as avaliações negativas atingiram 58%.

Os números sugerem que, além de irritar tucanos alinhados a Alckmin, a intensa movimentação do Doria nos últimos meses só lhe rendeu rejeição. O prefeito de São Paulo tinha 16% de aprovação nacional em março. Hoje, continua com os mesmos 16%, embora seja mais conhecido em todo o país (a taxa de desconhecimento caiu de 39% para 26%).

Segundo colocado nas pesquisas quantitativas de intenção de voto, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) também teve alta na taxa de desaprovação. Desde o fim do ano passado, as avaliações negativas a seu respeito giravam em torno de 50%. Em agosto, subiu para 56%. No levantamento de setembro, alcançou 63%.

Já a aprovação a Bolsonaro, que atingiu o pico em agosto com 21%, variou negativamente para 19% no início deste mês.

Marina Silva (Rede) é desaprovada por 60% e aprovada por 28%. São números ligeiramente melhores que os de rodadas anteriores. Ciro Gomes (PDT) tem 64% de avaliação negativa e 12% de positiva, taxas um pouco piores.

Na rodada de setembro, as melhores notícias foram para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua desaprovação continua alta (59%), mas já foi bem maior (72% no fim de 2016). E sua taxa de aprovação alcançou o melhor patamar desde agosto de 2015: 40%.

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