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Temer diz ser vítima de conspiração e acreditar que denúncia será barrada é o título de matéria na Folha

O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira (22) ser vítima de uma conspiração e afirmou ter a convicção de que a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) será barrada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o peemedebista afirmou que lançaram sobre ele “provas forjadas” e “denúncias ineptas” que foram produzidas em “conluios com malfeitores”. Segundo ele, o Poder Legislativo encerrará os últimos episódios “de uma triste página de nossa história”.

“Sabe-se que, contra mim, armou-se conspiração de múltiplos propósitos. Conspiraram para deixar impunes os maiores criminosos confessos do Brasil, finalmente presos, porque sempre apontamos seus inúmeros delitos”, disse.

Para ele, só regimes de exceção aceitaram acusações sem provas, “movidos por preconceito, ódio, rancor ou interesses escusos”. Ele ressaltou que o país pode estar trilhando esse caminho neste momento.

“A única vacina contra essa marcha da insensatez é a verdade. E a verdade é a única arma que tenho para me defender desde o início deste processo de denúncias e que busca desestabilizar meu governo e paralisar o avanço do Brasil”, disse.

O presidente manifestou ainda indignação e disse manifestar “profunda revolta” com a “leviandade dos que deveriam agir com sobriedade”. Segundo ele, a incoerência e a falsidade “foram armas do cotidiano para o extermínio de reputações”.

“A verdade prevaleceu ante o primeiro ataque a meu governo e a mim. A verdade, mais uma vez, triunfará. Tenho convicção absoluta de que a Câmara dos Deputados encerrará esses últimos episódios de uma triste página de nossa história, em que mentiras e inverdades induziram a mídia e as redes sociais nestes últimos dias”, afirmou.

Segundo ele, uma análise “crítica” e “desapaixonada” da Câmara dos Deputados “provará os abusos dos que conspiraram contra a Presidência da República e o Brasil”.

ESTRATÉGIA

O discurso do presidente, disponibilizado nas redes sociais, foi preparado para ser lido em um pronunciamento na semana passada, após o envio da denúncia por obstrução judicial e organização criminosa pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

O peemedebista, contudo, preferiu aguardar o julgamento de pedido da defesa contestando a validade das provas presentes na acusação, que foi encerrado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na quinta-feira (21), para divulgar o discurso.

Com o envio da denúncia, o Palácio do Planalto começou nesta sexta-feira (22) a fazer o mapa de votações na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A meta estipulada pela equipe política é conseguir pelo menos 43 votos favoráveis ao peemedebista.

Neste domingo (24), o peemedebista promoverá reunião no Palácio do Jaburu para traçar a estratégia. O peemedebista quer concluir a tramitação em plenário no início da segunda quinzena de outubro, possibilitando que a reforma previdenciária seja votada antes de novembro.

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