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Primeiro convite aprovado pela CPI da JBS é a Janot, diz O Globo

Um dia depois da apresentação do plano de trabalho da CPI da JBS, com foco nos integrantes do Ministério Público, o primeiro convite aprovado foi para o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot prestar esclarecimentos sobre o acordo de delação premiada entre os executivos da JBS e o Ministério Público, posteriormente rescindido devido à omissão de crimes por parte dos empresários. Entre as convocações, que, diferentemente dos convites, não podem ser recusadas, foram aprovadas as do ex-procurador Marcello Miller, que orientou a elaboração do acordo dos executivos da JBS, e as de Joesley Batista, Wesley Batista e Ricardo Saud, além de outros cinco executivos do grupo.

Em gravações, os executivos dizem que Miller prestou favores ao grupo enquanto ainda atuava ao lado de Janot. A prisão de Miller chegou a ser pedida por Janot após essas revelações, mas foi negada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda foram aprovadas as convocações do ex-procurador Ângelo Goulart, que foi preso e, depois de solto, deu entrevista afirmando que Janot queria derrubar o presidente Michel Temer e impedir a ascensão de Raquel Dodge ao topo da Procuradoria-Geral da República. Os depoimentos dos convidados e convocados deverão começar a partir da próxima semana, quando também serão votadas quebras de sigilo.

Segundo o relator da CPI, deputado Carlos Marun (PMDBMS), Goulart é o primeiro que ele deseja ouvir.

Eu confesso que gostaria de ouvir entre os primeiros o senhor Ângelo Goulart — disse.

Perguntado se o convite para que Janot compareça à comissão pode ser transformado em convocação, Marun disse que não trabalha com a hipótese de o ex-procurador-geral se recusar a contribuir com a CPI.

DIVERGÊNCIA SOBRE PELELLA

Também serão convidados a depor à CPI o ex-chefe de gabinete de Janot, Eduardo Pelella; os ex-presidentes da Caixa Econômica Federal Maria Fernanda e Jorge Hereda; o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Leonardo Porciúncula, e os delegados que participaram de sete operações em que o grupo JBS foi implicado. Os nomes dos delegados ainda serão solicitados à Polícia Federal. Na outra fileira de convocações, foram aprovadas ainda a do advogado da JBS Willer Tomáz, preso na Operação Patmos, e os seguintes executivos da JBS: Valdir Aparecido Boni, Francisco de Assis e Silva, Florisvaldo Caetano de Oliveira, Fábio Chilo e Demilton Antônio de Castro.

No caso do convite a Janot, o único voto contrário foi o do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Já o convite ao exchefe de gabinete de Janot, Eduardo Pellela, contou com três votos contrários: de Randolfe e dos deputados Delegado Francischini (SD-PR) e Hugo Leal (PSB-RJ).

Já aprovamos o convite a Janot, temos que avançar na linha internacional. Acho que não é o momento (de aprovar o convite a Pellela) — defendeu o deputado Delegado Francischini (SD-PR), que é um dos subrelatores da CPI.

Após os questionamentos ao convite a Pellela, o relator da CPI reclamou:

É, sim, fundamental e importante a contribuição do procurador Pelella. Estamos fazendo um convite. Por isso peço que seja aprovado o convite. Fica parecendo que a todo momento temos que ficar pedindo desculpas por convidar esse ou aquele. Estranho seria se não convidássemos o doutor Pelella.

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