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Governador do PSD declara apoio a Alckmin para a sucessão presidencial, diz o Valor

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), afirmou ontem que o seu colega de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), seria melhor candidato à Presidência da República do que o prefeito da capital paulista, João Doria, também do PSDB.

“Prefiro o Geraldo Alckmin. Sou amigo do Doria, não tenho absolutamente nada contra, mas para os desafios que nós temos o perfil do Geraldo é de experiência”, disse após ser questionado por jornalistas sobre qual dos dois seria o melhor candidato, em um evento em São Paulo, organizado por Luiz Felipe D’Avila, diretor do CLP, um “think tank” que anualmente divulga um ranking de competitividade dos Estados. D’Ávila filiou-se ao PSDB e pretende disputar o governo de São Paulo. Alckmin estava no evento que também reuniu os governadores Paulo Câmara (PSB-PE); Ricardo Coutinho (PSB-PB); Confúcio Moura (PMDB-RO), além de Colombo.

Nos bastidores, Alckmin trava uma batalha contra Doria, seu afilhado político, para ver quem será o candidato do PSDB na eleição presidencial de 2018. Durante o evento, Alckmin e Colombo já haviam trocado elogios no palco. O governador paulista afirmou que eles formavam uma dupla como “Pelé e Coutinho”, que comandou o ataque do Santos nos anos 60. “Torço muito para ver o Geraldo com uma nova missão”, respondeu Colombo.

Depois, a jornalistas, o governador de Santa Catarina voltou a elogiar Alckmin. “Gosto muito do estilo do Geraldo Alckmin. Ele tem um perfil que eu entendo ser mais ajustado para esses desafios”, disse. Colombo, no entanto, afirmou que aquela era uma opinião sua e que não representava um apoio partidário.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, e a bancada dos deputados federais do partido querem que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, seja o candidato da sigla na disputa de 2018.

Em entrevista coletiva após o evento, Alckmin mencionou, de maneira indireta, as viagens que Doria tem feito pelo Brasil – fonte de críticas ao prefeito e de investigação do Ministério Público. “Também não tenho viajado tanto, então achei ótimo [desempenho em pesquisa CNT/MDA]”, disse o governador.

Horas depois, em entrevista à Rádio CBN, o prefeito disse que o governador também tem viajado pelo país recentemente. “[Desempenho em pesquisas] não depende apenas de viagem. Viajar ajuda, embora ele também esteja viajando”, afirmou. O governador esteve anteontem em Belo Horizonte e Doria, em Porto Alegre.

Pesquisa CNT/MDA divulgada na terça-feira coloca Alckmin em quarto lugar na disputa pela Presidência, com 8,7% das intenções de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), e da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede). Se fosse o candidato tucano, Doria teria 9,4% das intenções de voto, mas também ficaria atrás dos outros três concorrentes. A rejeição do prefeito, contudo, é consideravelmente menor.

Alckmin e Doria divergem também a respeito da maneira como será escolhido o candidato do PSDB. O governador defende que essa escolha seja feita por meio de prévias até o fim deste ano e sem a inclusão de pesquisas. Doria quer que as prévias sejam realizadas somente no ano que vem, entre março e abril e que levem em conta as pesquisas eleitorais.

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