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Deputados viram votos de “não” para “sim” na previdência

Deputados viram votos não sim previdência

Ao contrário da semana passada, o cenário político em favor das reformas melhorou acentuadamente e quase ninguém mais da órbita Congressual duvida da aprovação das duas reformas em andamento. A incógnita continua sendo o “timing” da aprovação. No Congresso já está consolidada a percepção da aprovação.

O otimismo quanto a viabilidade das reformas atinge não apenas os gabinetes governistas, mas também as rodas de opositores mais radicais das propostas que vêm sendo monitoradas pela Equilibre há meses. Há um reconhecimento unânime de que o esforço do governo no varejo, com a liberação de pleitos dos deputados, além da punição de dissidentes, surtiu efeitos positivos.

Entre os governistas as projeções estimam um teto de 320 votos para aprovar a mudança previdenciária. O mapeamento está sendo feito por deputados aliados e pela própria Casa Civil.Hoje o governo conta com cerca de 270/280 votos e o percentual de votos irreversíveis nos 14 partidos da base aliada já está próximo dos 15%. Mas muitos irreversíveis, como o caso ex-ministro Celso Pansera  (PMDB-RJ), já mudaram de opinião.

O próprio mapeamento feito pelo Jornal “Estado  de São Paulo” se encontra em fase de atualização e deve ser conhecido nos próximos dias. Segundo fontes ouvidas pela Equilibre houve uma forte migração de votos contrários para indecisos e, em escala menor, de indecisos para favoráveis.

Em razão das conversas em andamento em torno de contrapartidas aos deputados e até novas mexidas no texto (o valor da contribuição do setor rural é considerada alta pelos deputados do Nordeste), alguns segmentos entendem que o governo atingirá o número seguro (320/330) apenas na segunda semana de junho e outros, mais eufóricos, já apostam na última semana de maio.

Após uma rodada de conversas essa semana com líderes, ministros e deputados, a Equilibre avalia que a reforma da previdência deve ser votada em primeiro turno na Câmara dos Deputados em meados de junho e a reforma trabalhista no mesmo período no Senado Federal. Entendemos que ambas serão aprovadas.

Um complicador politico foi removido esta semana

Deputados de todos os partidos só admitiam apreciar a reforma previdenciária após a chancela em plenário de senadores ao texto integral da trabalhista. O governo conseguiu a um acordo para abrandar a desconfiança dos deputados. Os líderes da Câmara já concordam em votar a previdência após a votação das Comissões do Senado e não mais o plenário. Permanece a condição de aprovação integral do texto.

Na próxima semana outra condição que vinha sendo colocada pela base governista também será afastada. O PMDB deverá convocar sua Executiva Nacional para o fechamento de questão em torno da reforma da previdência. Todas as legendas aliadas do governo estão exigindo esse comportamento do governo. Há ainda dificuldades no PSDB, mas que estão sendo trabalhadas pelo governo e pela presidência do partido.

Hoje é possível afirmar que o fiel da balança na aprovação da reforma da Previdência será o PR, comandado pelo ex-deputado Valdemar da Costa Neto. São 19 deputados que podem virar de “não” para “sim” a partir do comando do presidente da sigla. O governo e o partido estão em fase avançada de negociação.

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