Análises

Governo estanca defecções e pode estar a 21 votos da reforma da previdência

Planalto perde Câmara demonstrar otimismo aprovar Reforma da Previdência

Conforme alertado anteriormente pela equipe do Equilibre Analises, a votação do regime de urgência para reforma trabalhista era reversível, uma vez que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, se precipitou ao encerrar a sessão desta terça-feira (18-04) com um quórum muito baixo. Ali faltavam apenas 27 votos para a urgência prosperar.

Na nova tentativa, na noite desta quarta-feira (19-04) o governo obteve 287 votos para o tratamento “fast track” da reforma e ainda reverteu alguns poucos votos de aliados que tinham votado contra a orientação do Palácio na sessão da terça feria. Lembrando que o teto da oposição é de 100 votos na terça-feira 63 governistas engrossaram o coro oposicionista e, nesta quarta-feira, esse número caiu para 44. São votos preciosos para quem esta a 21 votos de aprovar a reforma da previdência.

Uma das grandes preocupações do governo Michel Temer neste momento é conter o pendor oposicionista do PSB, que indicou o ministro das Minas e Energia. Na segunda feira a executiva do partido se reúne em Brasília para decidir como votará a reforma da previdência.Há um racha no partido.

Na bancada da Câmara dos Deputados, com estratégicos 35 deputados, a tendência é fechar questão contra a reforma da previdência. A bancada do Senado é contrária ao fechamento de questão. A decisão ficará com a Executiva do partido e qualquer que seja o resultado, ninguém será púnico pelo voto a ser dado na reforma da previdência. Ou seja, é um fechamento de questão para inglês ver. Frise-se que 65% dos deputados do PSB estão votando contra o governo (terceirização e urgência da reforma trabalhista).

Outro empecilho no acidentado caminho da reforma da previdência é o líder do PMDB no Senado. Acertos em torno das dívidas do estado de Alagoas com a União e nomeação da Secretaria de Portos abrandaram o furor oposicionista do senador Renan Calheiros. Segundo um importante senador peemedebistas e do grupo de Renan, o líder “não vai atrapalhar a reforma da previdência no Senado”.

Apesar do grande alarido da lista de Fachin e as ameaças de congelamento do Congresso que não aconteceu, gradualmente o governo vai conseguindo transmitir um certo controle do processo político e restabelecendo alguma rotina essencial para qualquer gestão. Dessa forma aprovação da reforma da previdência, severamente desidratada, começa a ser mais visível.

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