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Com placar desfavorável, governo parte para ofensiva um a um na Câmara

Com placar desfavorável governo ofensiva um a um Câmara

Após os recuos na previdência o governo volta a reunir líderes das base aliada nesta terça-feira(11-04).Michel Temer fez reuniões durante o final de semana com os presidentes do Congresso e ministros que são deputados em torno de uma ofensiva pela aprovação. O governo quer, a partir da concessões no texto, um mapa realista dos votos.

Na quarta-feira (11-03) o relator da reforma trabalhista, Rogério Marinho, promete entregar seu parecer final sobre o tema.  O relator vem dizendo que abordará no texto o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical. O governo pretende votar esta reforma antes da previdência fazendo dela um teste dos votos fiéis ao Palácio do Planalto.

Na agenda legislativa, em uma semana encurtada pelo feriado da semana santa, a Câmara dos Deputados vai tentar, pela  quarta vez, votar o projeto de socorro financeiro aos estados. O problema permanece nas contrapartidas exigidas aos estados (congelamento de salários, privatizações e mudanças na previdência dos estados).  Os sucessivos adiamento estão demonstrando  a desarticulação governista na Câmara dos Deputados.

No Senado, que também estará esvaziado, só deve entrar em votação a cédula única de identificação. Propostas mais polêmicas, com  abuso de autoridade e fim do foro privilegiado, serão discutidos na comissão de Constituição e Justiça apenas na semana que vem.

Deve ser eleito na terça-feira (11-03) o novo presidente da Comissão de Orçamento. Há uma crise dentro do PMDB do Senado que pode ter reflexos no comportamento oposicionista do líder Renan Calheiros. Ele havia indicado a senador Rose de Freitas e retirou a indicação. Deve fazer a indicação dos novos nomes até esta terça-feira (11-03).

Outro personagem que deve movimentar a semana é a ex-presidente Dilma Rousseff. Ele passará a semana nos EUA onde fará diversas palestras em universidades e institutos norte-americanos. Abordará de forma crítica o processo de impeachment no Brasil , as eleições de 2018 e a expectativa em torno da prisão ou não do ex-presidente Lula.

Copom também decide esta semana um novo corte na taxa de juros. Pressionado pela estagnação e inflação em baixa aposta-se em uma redução de 1% na Selic. Há uma forte pressão de setores políticos do governo para acelerar o ritmo da queda dos juros.

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