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Semana marcada por julgamento no TSE. Aumenta resistência a reformas no congresso

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Semana será marcada pelo inicio do julgamento, nesta terça-feira (04-04) , da chapa Dilma Roussef e Michel Temer o TSE. Antes do julgamento propriamente dito, os ministros do TSE decidirão sobre várias questões preliminares, entre elas a concessão de mais prazos para a defesa. O processo deve durar muito tempo e o mais provável é que na primeira reunião algum ministro peça vistas.

No campo legislativo, a Câmara dos Deputados tem na pauta o pacote de socorro aos estados que não foi votada na semana anterior por desentendimentos na base governista.  AS contrapartidas (congelamento de salários, privatizações e previdências estaduais) são consideradas excessivas.No Senado Federal pode começar a ser discutida a proposta para acabar com o foro especial de parlamentares.

Na terça-feira (04-04) o Presidente Michel Temer se reúne com governadores para discutir a janela de 6 meses para estadualizar a aposentadoria de professores e policiais.O relator da reforma da previdência entrega nos próximos dias (provavelmente na segunda semana de abril) o relatório da reforma da previdência. Ele próprio, que está se reunindo com todos os partidos, já admite mais 5 flexibilizações para tentar aprovar uma reforma mínima.

O relator já identificou 5 pontos com muitas resistências no Congresso :

1) novaregra de transição associando idade e tempo de contribuição;

2) alterar as regras do Benefício de prestação continuada;

3) acúmulo de aposentadorias até o limite de R$ 5.531 (teto do INSS);

4) Aposentadorias especiais e 5) diminuição da idade para aposentadoria rural e individualização da contribuição.

Na Lava Jato, além de depoimentos as repercussões sobre o suposto pagamento de propina a Aécio Neves, o depoimento do governador Pezão a Sergio Moro na quinta- feira (06-04) como testemunha de Sérgio Cabral e a abertura de parte da lista de Rodrigo Janot até o final de semana.

A semana ainda trará desdobramentos do rompimento entre o Palácio do planalto e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros. O senador aumentou o tom das críticas ao governo durante o final de semana nas redes sociais. O presidente Michel Temer não tem nada a ganhar nesse conflito,especialmente na questão da reforma da previdência. A reunião da bancada do PMDB há 3 semanas foi mal coberta pela mídia convencional. Maior parte da bancada do Senado fez duras críticas à reforma, especialmente os senadores da região Nordeste.

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