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Texto de relatório da Previdência será elaborado para conter resistências

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O relator da Previdência, Arthur Maia, está fazendo o parecer a quatro mãos com o líder do governo, Romero Jucá. Além da reunião formal com senadores nesta quarta-feira (22-03) no Palácio do Planalto os dois fizeram um novo encontro no final da tarde com os seguintes encaminhamentos importantes para tentar diminuir resistências no Congresso.

O próximo tópico onde o governo deve ceder será na aposentadoria rural, ponto de muita fricção com o Congresso.  Mulheres e homens estão igualados em 65 anos. O governo vai aceitar flexibilização para uma regra gradual de transição para mulheres;

O governo avalia que consegue sustentar a idade mídia para o segmento urbano;

Os dois estimaram que a estadualização de aposentadorias especiais (professores e policiais) e a mudança das regras da aposentadoria rural reduziriam em 90% a área de atrito da proposta,

O governo faz uma nova reunião  na terça- feira (28-03) com senadores que estiveram ausentes do encontro desta quarta-feira (22-03). No encontro foram 17 senadores e o Palácio não quer criar “senadores de segunda classe” no intuito de agilizar a reforma.

Será criada uma comissão com 3 senadores para fazer a interação entre as duas casas e levar as emendas dos senadores que serão acolhidas pelo relator na Câmara. Nomes para fazer essa triagem: Garibaldi Alves (PMDB e ex-ministro da Previdência), Antônio Anastasia (PSDB- Aécio) e Fernando Bezerra Coelho (PSB).

A nova ambição do governo é embalar o pacote de emendas do senadores e exigir dos partidos aliados fechamento de questão para aprovar a reforma. Isso demonstra que as maiores preocupações do governo estão mesmo no Senado Federal. Ausência relevante: o líder do PMDB no Senado continua hostil ao governo e recusou o convite para estar nas duas últimas reuniões

O deputado Arthur Maia e Romero Jucá falaram também sobre o primeiro recuo (estadualização das aposentadorias especiais) e evidenciaram uma rusga opondo a área econômica à política. Segundo relatos, o núcleo político era contrário a inclusão dessas categorias na reforma porque o impacto federal seria de zero.  Henrique Meirelles teria incluído a proposta sem consultar os coordenadores políticos e obrigou a um recuo desnecessário. A manobra irritou o ministro Eliseu Padilha.

Em síntese, para aprovar a reforma possível dentro do prazo mais curto possível, o governo acenará com mais recuos e, cada concessão se tornará mais vulnerável às pressões dos parlamentares.

Cada partido aliado no Congresso já está preparando uma flexibilização para chamar de sua.

O presidente Michel Temer não bateu o martelo, mas está estudando aumento de impostos que se somarão ao contingenciamento para fazer face ao corte de R$ 58 bi, considerado forte. Os mais citados são  aumento de PIS, cofins para combustíveis e serviços. Os parlamentares governistas pressionam por um contingenciamento máximo de R$ 35 bi. Acima disso, dizem eles, “amputaria as pernas do governo”.

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