Reforma Trabalhista

Relatório será votado em outra comissão e, depois, vai a plenário, diz O Globo

Mesmo após a derrota na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o projeto de lei da reforma trabalhista seguirá o trâmite normal no Senado. Hoje, o relatório será lido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A intenção é votar o texto na CCJ na próxima quarta-feira e, depois, em plenário. A proposta já passou pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde foi aprovada. O plenário receberá os relatórios das três comissões e definirá qual seguir.

A CCJ é composta por 27 parlamentares, nove deles da oposição. O governo sabe, no entanto, que há elos da base que não estão comprometidos com a aprovação da reforma, sobretudo os senadores ligados ao líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), que tem se posicionado de forma contrária às reformas do governo. Jader Barbalho, Eduardo Braga e a própria Marta Suplicy, que foi relatora na CAS, todos do PMDB, são próximos ao líder do partido e podem representar problemas para a aprovação. O senador Eduardo Amorim é suplente na CCJ e deve manter o voto contrário dado na CAS.

APOIO DOS EMPRESÁRIOS

No plenário, o governo precisará de 41 votos (maioria simples) para aprovar o texto. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que pretende apresentar um requerimento de urgência para que a matéria tramite mais rapidamente em plenário. A reforma trabalhista é um dos principais projetos da agenda econômica do governo e não era considerada uma pauta difícil de ser aprovada, sobretudo porque foi abraçada pelo PSDB e por ter o apoio do empresariado, que tem forte influência no Congresso.

 

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