Reforma da Previdência

Com foco nas reformas, Temer busca se aproximar de Alckmin, diz O Globo

Em meio ao frágil apoio do PSDB ao seu governo, o presidente Michel Temer voltou a cortejar ontem o tucanato, desta vez numa série de agendas por São Paulo. No primeiro ato, posou para fotos ao lado do governador Geraldo Alckmin, que no dia anterior havia optado por compromissos distantes do qual Temer participava na capital paulista. Numa clara tentativa de tentar retomar o apoio integral do PSDB — metade da bancada votou a favor da denúncia que pesava contra ele —, Temer aposta no partido aliado para aprovar reformas.

Evitando se estender sobre a estremecida relação política do PSDB com o governo, Alckmin apenas evocou o discurso que une tucanos e governo:

Quero dizer ao presidente Temer e ao presidente da Câmara que contem conosco (para aprovação das reformas). Está no emblema do estado de São Paulo: “Pelo Brasil, faça-se o máximo”. Contem conosco para a gente ajudar em todas as reformas, para retomada do crescimento e do emprego — disse Alckmin.

AUSÊNCIA CAUSOU MAL-ESTAR

A ausência do governador paulista ao lado do presidente na segunda-feira causou mal-estar no partido, que já começa a sentir os primeiros sinais da disputa interna pela candidatura à Presidência da República em 2018. Apesar das promessas de fidelidade, Doria tem se movimentado para ser opção tucana a Alckmin na disputa presidencial.

Após a disposição do governador em ajudar na aprovação das reformas, Temer partiu para os elogios. Chamou o tucano de “colaborador extraordinário” do governo federal. Um dia antes, o presidente não escondeu a satisfação com o apoio do prefeito João Doria. O presidente fez, inclusive, questão de chamar a atenção para a eleição em 2018.

O governo busca colocar os trilhos no lugar para quem chegar, governador, em 2018 possa acompanhar a locomotiva e caminhar com toda comodidade, porque os trilhos estavam fora do lugar — afirmou Temer.

Depois de acelerar nas últimas semanas a liberação de emendas parlamentares para garantir a blindagem da Câmara dos Deputados à denúncia por corrupção passiva apresentada contra ele pelo Ministério Público, Temer classificou seu governo como aquele em que ocorreu a “conjunção da atividade do Executivo com o Legislativo”.

Ao longo do tempo, o Legislativo era sempre tido como uma espécie de apêndice do poder Executivo. No meu governo, não. O Legislativo é parceiro do poder Executivo. E foi nesse trabalho conjunto que conseguimos chegar até aqui — afirmou Temer.

Segundo o presidente, sem as reformas política, tributária e, principalmente previdenciária, “vai ser dificílimo chegar aos próximos anos”. Ele pediu aos empresários que confiem e afiancem seu governo:

É fundamental que os senhores tenham não só essa confiança, fiem-se naquilo que estamos fazendo, mas também no otimismo. Temos que defender a tese de brasileiros com brasileiros, que defendeu a maior proximidade entre governo e iniciativa privada, inclusive no que diz respeito a privatizações e concessões.

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