Reforma da Previdência

Aliados seguem divididos sobre apoio a Temer, diz o Estadão

Fiel da balança para manter a sustentação do governo de Michel Temer, o PSDB, com 46 deputados federais e 11 senadores, continua dividido.

O líder do partido no Senado, Paulo Bauer (SC), afirmou que o suposto envolvimento de Temer nas denúncias contra Rodrigo Rocha Loures (PMDBPR) são meras “hipóteses e especulações”. “Não cabe ao PSDB tomar decisão política em relação ao País por causa de uma questão pessoal do Loures”, disse ele.

Já o líder tucano na Câmara, Ricardo Tripoli (PSDB-SP), declarou que a prisão era esperada e o episódio não deve acelerar um eventual desembarque do PSDB do governo.

Integrantes da base do governo no Congresso tentaram reforçar ontem a ideia de que Loures agiu sozinho ao negociar propina com empresários do Grupo J&F. “O presidente não costuma fazer nada errado”, disse um dos vice-líderes do governo, deputado Beto Mansur (PRB-SP).

Para outro vice-líder, deputado Darcísio Perondi (PMDBRS), a prisão pode “despertar ainda mais indignação”. “O Parlamento está subjugado e precisa reagir”, disse. “O Supremo é um Supremo divino? Tem muitos deputados enlouquecidos pela suprema força divina do Supremo. Tenho certeza de que o presidente vai vencer essa onda corporativista”, afirmou.

Uma eventual delação de Loures pode mudar o cenário na base. O senador Alvaro Dias (PVPR) avalia que, se o ex-deputado partir para a delação, certamente será um complicador, pois suas relações com o presidente são estreitas há muito tempo. “Sei que ele é uma preocupação para o presidente”, afirmou.

O presidente do DEM, senador José Agripino (DEM-RN), considera que os desdobramentos serão proporcionais ao que ex-deputado disser. Para ele, a prisão em si “nem soma nem subtrai à crise”.

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