Reforma da Previdência

Meirelles admite atraso na reforma da Previdência, diz O Globo

Pairam dúvidas sobre o avanço das principais bandeiras do governo do presidente Michel Temer no Congresso, enquanto os parlamentares avaliam impactos da delação que atingiu o peemedebista. Ontem, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu pela primeira vez que o cronograma de votação da reforma da Previdência no Congresso poderá sofrer atraso. Já o relator da reforma da trabalhista no Senado, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) disse, quatro dias após anunciar que a tramitação da proposta ficaria paralisada para que o PSDB pudesse analisar os desdobramentos das denúncias, que irá apresentar nesta terça-feira o relatório na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O texto, porém, não será votado no mesmo dia.

Em teleconferência com investidores do banco americano JP Morgan, Meirelles garantiu que a proposta será aprovada mesmo que Temer não siga no comando do país. Ainda que o presidente deixe o governo, o ministro ressaltou não enxergar a possibilidade de a oposição contrária às reformas assumir o poder e mudar o curso da política econômica. Falando em inglês, ele sustentou que um atraso de um ou dois meses na apreciação do texto não fará diferença no resultado.

A agenda de reformas nesse momento se tornou parte da agenda do Congresso. Os líderes mais importantes já entenderam que as medidas fiscais têm de ser aprovadas e estamos seguindo adiante — disse Meirelles, enfatizando que os impactos positivos da reforma na economia vão surtir efeito principalmente na próxima década.

Com base no posicionamento público dos parlamentares, Meirelles admitiu que o governo não possui os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência no plenário da Câmara. Por outro lado, afirmou que vários deputados lhe confidenciaram que irão apoiar a proposta no momento certo.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) marcou o início da votação da reforma da Previdência para 5 de junho.

AJUSTE NA REFORMA TRABALHISTA

Na reforma trabalhista, o relator Ferraço disse que serão concedidas vistas coletivas no texto, e a previsão é que a votação ocorra na terça-feira da próxima semana. O relator disse que irá sugerir alguns ajustes na proposta, mas ainda contando com o acordo feito com o governo para que alguns itens sejam vetados e para que outros sejam modificados via Medida Provisória, posteriormente.

Desta forma, Ferraço mantém a posição de não obrigar que o texto volte para a análise da Câmara. O senador justificou sua mudança de postura sobre a apresentação do relatório afirmando que o partido fez uma “revisão” da conjuntura.

Uma coisa é a dramática crise institucional que vive o governo brasileiro. Mas não podemos misturar a crise institucional com o nosso dever. Nosso compromisso é com o país — disse o senador.

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