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Tucanos de SP reagem a Aécio, diz O Globo

Em resposta à articulação de Aécio Neves (MG) para afastar o senador Tasso Jereissati (CE) da presidência do PSDB e retomar o controle do partido, os tucanos da capital paulista divulgaram ontem dura nota em protesto contra os movimentos do parlamentar mineiro. As críticas ocorrem dois dias após o presidente Michel Temer ter recebido Aécio fora da agenda, numa reunião no Jaburu que foi vista pelo PSDB paulistano como parte do plano do mineiro para retornar ao poder, embora ambos neguem que a conversa tenha tido este propósito.

O diretório municipal do PSDB, fiel a Jeressati e contrário à ocupação de cargos por tucanos no governo peemedebista, repudiou “veementemente” a articulação do mineiro. A nota diz que “a presença de Aécio Neves hoje, em reuniões internas ou públicas, só nos causa desconforto e embaraços”. “Prove sua inocência, senador, e aí sim retorne ao partido”.

A nota não teve o respaldo do diretório estadual do PSDB em São Paulo. “Como senador eleito por Minas, Aécio tem o dever de exercer o seu mandato na plenitude”, afirmou o presidente do diretório estadual, Pedro Tobias.

O tucano paulista José Aníbal também criticou a nota do PSDB da capital. “(O partido) precisa menos de disputas internas que beiram a insensatez e de mais energia para pensar e agir a favor do Brasil”.

Aécio está afastado da presidência da legenda desde maio, quando foi flagrado numa conversa com o empresário Joesley Batista, dono da JBS, pedindo R$ 2 milhões para pagar sua defesa.

Que fique claro: quem pode falar em nome do PSDB é quem está no exercício da presidência”, continua a nota do PSDB da capital de São Paulo.

Aécio tem se empenhado pessoalmente em manter o partido como aliado de Temer, e afirma que só esteve com o presidente para tratar da Cemig, estatal de energia mineira que deve ter três de suas hidrelétricas privatizadas pelo governo federal em leilão.

Aécio ajudou articular a derrota da denúncia por corrupção contra Michel Temer no plenário da Câmara. O partido, atualmente, ocupa quatro ministérios.

O próprio presidente Temer se viu obrigado a responder, por meio do Twitter, à nota do PSDB paulistano, e negou interferência na disputa pelo comando tucano. Disse que há uma “teoria da conspiração”. “Não entro em assuntos internos de outras legendas. Não o fiz, nem o faria em relação ao PSDB”. O peemedebista se valeu do mesmo argumento oferecido por Aécio: disse que o assunto foi o leilão da Cemig, embora no sábado tenha informado apenas que se tratou de um encontro “politico”. Geraldo Alckmin e João Dória não quiseram comentar o assunto neste domingo.

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