Investigações

Temer reafirma suspeição de Janot, diz O Globo

O presidente Michel Temer afirmou ontem que recebeu “com naturalidade” a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de negar o pedido de suspeição feito por sua defesa contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no caso das investigações por obstrução à Justiça e organização criminosa.

(Recebi a notícia) Com naturalidade, né? Essa é uma questão que diz respeito ao meu advogado. O advogado certamente tomará providências com muita naturalidade, como costuma acontecer nas questões jurídicas — afirmou o presidente Temer, que reafirmou as suspeitas contra Janot.

Ao responder por que entrou com o pedido de suspeição em vez de tentar provar a sua inocência, o presidente explicou que não se trata de desqualificar a denúncia.

Não é desqualificar. Você sabe que, no plano jurídico, quando alguém começa a agir suspeitamente, você tem de arguir a suspeição e quem decide é o Judiciário. O Judiciário é que vai decidir o que deve haver, se há suspeição ou não há suspeição. O que não se pode é manter o silêncio. Aí foi o que o meu advogado fez — argumentou.

Segundo o presidente, seu defensor, Antônio Cláudio Mariz, está analisando se há recursos possíveis para a decisão do ministro Edson Fachin.

Não sei (se há recursos). Ele (Mariz) me disse que talvez tenha agravo para o plenário do Supremo, mas nem sei se ele vai tomar essa providência. É uma questão que ele conduz — disse o presidente.

Temer comentou ainda sobre a decisão de Fachin de devolver à Procuradoria-Geral da República (PGR) a delação de Lúcio Funaro, ligado ao deputado cassado e expresidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e considerado doleiro de políticos do PMDB.

Deve haver algum equívoco na delação. Certamente mandou esclarecer. Eu suponho até que o procurador vai esclarecer e vai devolver. Essa coisa está no Judiciário, não é mais comigo — afirmou.

ERRO DE REDAÇÃO

O ministro Edson Fachin identificou um erro de redação no texto e pediu que a Procuradoria-Geral da República corrigisse. Duas fontes ouvidas pelo GLOBO ainda disseram que se trata de um erro “minúsculo”.

Ontem à tarde, as correções foram feitas, e a delação de Funaro voltou ao gabinete de Fachin.

Conteudo originalmente postado no Portal :

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