Governo

‘Pessoas tentam desarmonizar Poderes do Estado’ é o título de matéria no Estadão

O presidente Michel Temer aproveitou o anúncio das novas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ontem para criticar quem tenta “desarmonizar os Poderes do Estado”.

Falar que educação é o caminho para reduzir a desigualdade é uma obviedade que precisa ser dita. Aliás, no Brasil, precisamos dizer obviedades em todas as áreas, até na jurídica”, disse, antes de embarcar para a reunião do G-20, na Alemanha.

“As pessoas às vezes entram em disputas e tentam desarmonizar Poderes do Estado. Isso só passa pela cabeça de quem acha que autoridade vem de uma centelha divina”, afirmou, no dia seguinte à entrega de sua defesa contra denúncia por corrupção passiva na Câmara e de entrevista em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, diz ter sentido “náusea” ao ouvir gravação de conversa entre Temer e o delator Joesley Batista no Palácio do Jaburu. “Somos autoridades transitórias e temos de respeitar a Constituição e a determinação do povo”, afirmou, sem citar nomes.

Temer disse ainda pregar pacificação social e harmonia entre os órgãos do Poder da República. Para o presidente, o estado democrático de direito não pode ser só uma palavra, mas sim realidade.

Transmissão de cargo. No início da tarde, Temer embarcou para a Alemanha e pela primeira vez o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), assumiu a Presidência da República. Eunício chegou ao Planalto às 15h50 e recebeu três senadores: Dário Berger (PMDBSC), José Maranhão (PMDBPB) e Roberto Rocha (PSBMA). O peemedebista também sancionou a Lei dos Precatórios, com um veto, além de assinar dois decretos.

Após abrir as audiências para fotos, Eunício deixou também que fosse registrada a assinatura dos decretos que listam os cargos e funções considerados de natureza militar e o que promulga o acordo entre Brasil e Uruguai que permite a livre circulação de pessoas entre os dois países.

Mais cedo, ele usou as redes sociais para comemorar sua ida ao Planalto. Disse que assumia a Presidência, de forma interina, com a mesma responsabilidade com que tem pautado sua “trajetória de cidadão e de homem público, tendo a democracia como norte”.

Eunício Oliveira é o segundo na linha sucessória da Presidência. Ele assumiu o cargo porque o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também viajou ao exterior (para Buenos Aires).

Deixe um Comentario