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Ministro não descarta mudança na cúpula da PF é o título de matéria no Estadão

Ao assumir o cargo ontem, o novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, deixou em aberto a permanência de Leandro Daiello no comando da Polícia Federal. Em sua primeira entrevista coletiva, no Palácio do Planalto, ele disse que uma definição sobre a continuidade do diretor-geral da PF e de agentes de destaque na força-tarefa da Operação Lava Jato levará até três meses de “observações”.

Torquato também avisou que o efetivo da polícia nas investigações dependerá de uma análise de orçamento.

Diante de perguntas sobre uma possível queda da cúpula da PF, o novo ministro deixou em suspense a situação de Daiello. Ele disse que fará ama- nhã uma viagem com o diretor- geral a Porto Alegre, onde dará posse ao novo superintendente da PF no Rio Grande do Sul, Ricardo Saadi.

Ida e volta são quatro horas de conversa. Acho que vai dar para aprender alguma coisa com o diretor da Polícia Federal”, afirmou Torquato. “Só da- qui a três meses poderei responder a pergunta”, afirmou. “Vamos conversar, vamos viajar juntos, vamos conversar sobre a Polícia Federal para que eu conheça o ambiente.”.

Torquato afirmou que também está sob avaliação. “Posso ter que ir embora daqui a algu- mas semanas, sabe-se lá.”

De acordo com ele, serão fei- tas mudanças “mínimas” de pes- soal no Ministério da Justiça e

na Polícia Federal.

Ética pública’. Para tentar rebater alegações da oposição de que ele tentaria barrar a Lava Jato, o novo ministro disse que a investigação é uma “demanda da sociedade brasileira”.

Não deve haver dúvida algu- ma de que apoio a Lava Jato. A Lava Jato não é um programa de governo, mas uma vontade de Estado, uma oportunidade única para o Brasil ter uma nova ética pública”, disse.

Jurisprudência. Torquato foi questionado sobre um texto publicado pelo seu escritório de advocacia, em 2015, no qual de- fendia, em caso da “desconstituição” do diploma da então presidente Dilma Rousseff”, a cassação do vice e hoje titular Michel Temer. “Eu não mudei de ideia, a jurisprudência que mudou”, disse.

Ele afirmou que se fosse para atuar na “sombra” durante o julgamento do TSE era melhor ir para “advocacia” ou permanecer no Ministério da Transparência.

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