Eleições 2018

Temer ‘não tem pretensão’ de disputar eleição, diz ministro é o título de matéria no Globo

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou ontem que o presidente Michel Temer não tem “nenhuma pretensão” de disputar eleição no ano que vem. O ministro lembrou que o presidente já afirmou em outras oportunidades que cumpriria sua missão se conseguisse “colocar o Brasil nos trilhos”, o que, segundo o próprio ministro, ainda não aconteceu.

Ele diz que não tem nenhuma pretensão de disputar eleição, e sim em cumprir seu mandato para colocar o Brasil nos trilhos — disse Padilha.

De forma reservada, aliados de Temer começaram a se movimentar nas últimas semanas para buscar alternativas para o futuro do presidente, e evitar que ele caia direto nas mãos do juiz Sergio Moro, da primeira instância, ao deixar o poder.

A preocupação com o futuro de Temer acontece em meio às discussões, no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Câmara dos Deputados, de restringir o foro privilegiado para políticos. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara já aprovou, na semana passada, a proposta de restrição de foro, que reduz o leque de autoridades com direito a julgamento no STF e não na primeira instância. A Casa agora vai criar uma comissão especial para julgar a matéria.

Caso sejam mantidas as regras atuais, uma das ideias de aliados do presidente é que ele seja nomeado embaixador, num acordo que dependeria do próximo presidente eleito. A medida lhe garantiria imunidade diplomática, mantendo os processos a que terá que responder no STF. A função é lembrada por já ter sido ocupada pelo ex-presidente Itamar Franco, nomeado por Fernando Henrique Cardoso embaixador do Brasil em Portugal.

A possibilidade de virar ministro em um novo governo não é vista com bons olhos pelo entorno de Temer. Pessoas próximas ao peemedebista acreditam que, além de ser um cargo que “diminui” um ex-presidente, Temer poderia repetir o que aconteceu com o ex-presidente Lula. O petista foi nomeado ministro da Casa Civil pela então presidente Dilma Rousseff, no início do ano passado, mas teve a nomeação suspensa pelo STF, acusado de tentar escapar da primeira instância e das mãos do juiz Sergio Moro.

Já se a regra sobre foro privilegiado for alterada pelos deputados — limitando a prerrogativa apenas ao presidente da República, vice-presidente, presidente do Supremo Tribunal Federal e aos presidentes das duas Casas legislativas — se discute, nos corredores do Congresso, a inclusão de uma proposta que garanta o foro a ex-presidentes.

Para minimizar a preocupação do presidente em perder o foro, seus assessores argumentam que, quando deixar a Presidência, Temer terá 78 anos e, pela lei, réus com mais de 70 anos têm penas mais brandas.

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