Eleições 2018

Ex-aecistas, artistas e empresários se reunirão em jantar para Doria, diz a Folha

Depois de o ex-jogador Ronaldo bater bola com João Doria (PSDB) para inaugurar um campo de futebol, outros empresários e artistas que apoiaram Aécio Neves (PSDB) em 2014 passaram para o time do prefeito paulistano.

O empresário Sebastião Bomfim Filho, da Centauro, organiza jantar em torno de Doria no dia 20 de setembro, em São Paulo. O prefeito tem intenção de ir.

O anfitrião disse, via assessoria, que será “um encontro de artistas do eixo Rio-São Paulo para discutir vários temas, principalmente cultura” e negou cunho eleitoral.

Entre os confirmados está o apresentador Marcio Garcia, que apoiou Aécio e agora se diz decepcionado com seu envolvimento na Lava Jato.

Outro convidado, Flávio Rocha, dono da Riachuelo, é entusiasta de uma candidatura de Doria à Presidência. Seu nome circula no grupo como potencial vice na chapa, ainda que a hipótese seja afastada pelo próprio e por auxiliares do prefeito.

“Adoraria poder ajudar nessa que é, talvez, a cadeira mais importante desse projeto, mas meu papel será muito mais humilde e vou desempenhá-lo”, disse Rocha.

Ele afirmou que um vice precisa complementar o candidato. No caso, sugeriu uma mulher no Nordeste.

O empresário Marcus Buaiz, que apoiou Aécio ao lado da mulher, a cantora Wanessa e do sogro, Zezé di Camargo, também quer Doria presidente. “João está fazendo um excelente trabalho. Para nós, empreendedores que não aceitamos a mesmice, queremos ver as coisas melhores”, disse Buaiz. “Ele é um baita nome para o bem do Brasil.”

A chapa Doria/Rocha foi “lançada” por empresários em Natal (RN), quando o prefeito recebeu título de cidadão natalense, em ação articulada pelo dono da Riachuelo. “Lançaram Mendoncinha [ministro da Educação] no Recife, [o prefeito soteropolitano,] ACM Neto em Salvador. Na minha cidade, o mínimo que eu esperaria dos meus conterrâneos era essa gentileza”, disse Rocha.

“João é o rosto que a sociedade procura”, personifica a polarização atual, longe de ser a marxista, mas entre a parcela que puxa a carruagem e uma casta que se apoderou da carruagem estatal, o corporativismo”.

pretensão do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), padrinho político de Doria, de ser o presidenciável tucano, não seria, para Rocha, um impeditivo. “Vai vir de fora para dentro”, aposta.

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