Crise

Sarney, Renan, FHC e Jucá já discutem sucessão e renúncia de Temer, diz série de notas no Poder em Jogo no Globo Mudar para ficar como está

O alto comando da coalizão partidária que sustenta o governo Temer busca, desde o fim de semana, uma solução para a crise que permita a renúncia do presidente e dê a ele garantias de que não irá para a prisão. Temer já teria concordado com a ideia, e opções como indulto ou pedido de asilo foram discutidas nas últimas horas.

Entre os articuladores estão José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Romero Jucá e Renan Calheiros. O primeiro obstáculo é a escolha de um nome de consenso para substituir Temer, em eleição indireta. A ele caberia acertar uma agenda mínima para a transição até 2018 e convocar uma Constituinte. Gilmar Mendes e Nelson Jobim teriam a preferência do PMDB. Mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem conversado com senadores, e o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, apresentou-se ontem como o garantidor das reformas no Congresso. Há uma corrida contra o tempo: há pedidos de impeachment, as condições de governabilidade perdem força a cada minuto. E as ruas podem melar o jogo.

Roteiro na rede

O caminho negociado por PMDB e PSDB foi exposto por Renan Calheiros no Facebook: “Precisamos construir uma saída na Constituição que garanta eleições gerais em 2018 e Assembleia Nacional Constituinte. Fora disso é o imponderável. Tenho convicção que o presidente compreenderá seu papel e ajudará na construção de uma saída.”

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