Congresso

Dividido, PSDB decide se manterá apoio a Temer é o título de matéria no Globo

A semana será decisiva não só para o governo Michel Temer, mas também para o PSDB. Principal aliado do Palácio do Planalto, o partido, que está dividido, marcou uma reunião de sua Executiva Nacional na quinta-feira para decidir se desembarca da gestão peemedebista. Os tucanos levarão em conta o julgamento, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da ação que pede a nulidade da eleição da chapa formada pela ex-presidente Dilma Rousseff e por Temer, além dos desdobramentos da prisão de Rodrigo Rocha Loures, homem de confiança do presidente.

Ontem de manhã, os três ministros do PSDB se reuniram com Temer no Jaburu. Na conversa, anunciaram que, por ora, continuam no governo. O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, disse que foi chamado por Temer para uma prestação de contas sobre suas recentes viagens ao exterior e assuntos de próximas agendas da política externa.

O partido tem que se orientar pelo que é melhor para o país. Hoje é muito difícil dizer se é melhor que o presidente saia ou que fique, se é melhor que a gente permaneça no governo ou vá para a oposição. Vamos discutir isso durante a semana, porque os acontecimentos estão muito rápidos e impactantes — afirmou o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, um dos vice-presidentes do PSDB.

Fiador do governo, os tucanos vivem um dilema. Enquanto uma parte da bancada na Câmara quer retirar o apoio ao governo, tentando evitar desgaste maior, a cúpula do PSDB está cautelosa, preocupada com o agravamento da crise.

Esses chamados cabeças pretas (jovens deputados) pregam o desembarque do PSDB e prometem continuar apoiando as reformas no Congresso. O problema é que se houver esse movimento do PSDB agora, desencarrilha tudo. O PSDB é o fiador das reformas do governo — disse um dos ministros do PSDB que defendem que o partido mantenha o apoio ao governo.

O deputado Silvio Torres (PSDB-SP) afirmou que a preocupação do partido é não aprofundar a crise e encontrar uma solução que não seja “traumática”.

Diante das pressões, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negou ontem, em artigo no GLOBO, que o PSDB esteja no “muro”. Segundo ele, o partido está sendo “prudente” e avaliando o que é melhor para o país, e não para o partido.

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