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Maia traça plano B, com foco em Eletrobras e reoneração da Folha

Sem otimismo para votar a reforma da Previdência em fevereiro, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), já costura uma agenda econômica alternativa à proposta de reestruturação do sistema previdenciário. Ele defende a votação de outros pontos de interesse do governo e do mercado. Entre as prioridades de Maia estão o projeto de lei que trata daencaminhado ontem ao Congresso pelo presidente Michel Temer; a reoneração da folha de pagamento de alguns setores; e as medidas provisórias que tratam do adiamento do reajuste dos servidores e do aumento da contribuição previdenciária do funcionalismo. As duas MPs tiveram seus efeitos suspensos, mas o presidente da Câmara acredita que o Supremo Tribunal Federal (STF) vai reverter esse quadro.

Para Maia, o governo demora a encaminhar as propostas, aumentando a contaminação do debate pelo clima eleitoral. Ele chegou a dizer, na semana passada, que o governo deveria ter enviado em outubro — e não agora — o projeto da privatização da Eletrobras. O texto com as regras foi enviado ao Congresso ontem em regime de urgência, para que a tramitação ocorra mais rapidamente.

Maia também costuma argumentar que não adianta ficar apenas esperando o governo obter os 308 votos necessários para a aprovação da Previdência.

Já o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, saiu em defesa da votação da reforma da Previdência, afirmando que o sistema do INSS, sem mudanças, “promoverá a paralisação do Estado brasileiro”. O governo está irritado com as movimentações para deixar a votação da reforma para novembro, embora isso seja considerado mais viável pelos parlamentares que não querem se desgastar com este assunto antes do pleito de outubro.

O Orçamento de 2019, com um crescimento igual no déficit, imporá nova redução em investimentos em infraestrutura e na área social. O grande e crescente déficit ajudará a mostrar a todos os parlamentares que o modelo atual de Previdência tem que ser mudado, caso contrário, promoverá a paralisação do Estado brasileiro — disse Padilha.

O ministro ponderou que o governo tem que mexer em outras rubricas do Orçamento para fechar as contas devido ao déficit, pois há a restrição do teto dos gastos.

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