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Presidente do PR já é considerado foragido, diz O Globo

O presidente nacional do PR e ex-ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, já é tratado como foragido pela Polícia Federal, que desde quarta-feira não consegue cumprir o mandado de prisão contra o político. Com residência em São Paulo, Rodrigues é alvo da Operação Caixa D’Água, que prendeu os ex-governadores do Rio de Janeiro, Anthony e Rosinha Garotinho. Ainda ontem à noite, a defesa dele pretendia entrar com pedido de habeas corpus no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para evitar a prisão.

A defesa considera que sua prisão é uma medida “desproporcional e desnecessária.” Em nota, os advogados Daniel Bialski e Marcelo Bessa informaram que o ex-ministro não se submeterá “às mazelas e humilhações do cárcere porque confia que as instâncias superiores reverterão a arbitrária medida.”

A defesa já teve um pedido de habeas corpus negado na Justiça Eleitoral Campos dos Goytacazes, de onde partiu o mandado de prisão. Agora recorrerá à Corte Superior. Para os advogados, Rodrigues não deve ser considerado foragido pela Polícia Federal.

Não entendemos que nosso cliente deva ser considerado foragido. As Declarações Universal e Americana dos Direitos Humanos amparam a luta a frente a qualquer ato que atente ilegalmente contra a liberdade”, continua a nota.

ACUSADO DE CORRUPÇÃO

O presidente do PR é acusado de corrupção, extorsão e participação em organização criminosa e falsidade ideológica na prestação de contas eleitorais.

O Ministério Público do Estado do Rio embasou a denúncia contra o ex-ministro na delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista, da JBS, e do executivo do grupo, Ricardo Saud. Rodrigues teria intermediado propina para a campanha de Garotinho para o governo do Rio de Janeiro em 2014.

De acordo com a denúncia. Garotinho pressionou o presidente do PR para que conseguisse com JBS R$ 4 milhões para a campanha. Por fim, a JBS fechou uma doação de R$ 3 milhões para o caixa 2 da campanha, valendo-se de um contrato de prestação de serviços celebrado com uma empresa indicada por Garotinho.

Antes de se tornar ministro dos Transportes da ex-presidente Dilma Rousseff, em janeiro de 2015, Rodrigues foi eleito suplente de senador de Marta Suplicy em 2010 e vereador de São Paulo por três mandatos consecutivos.

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