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Imóvel com R$ 51 milhões tem digitais de Geddel é destaque na capa do Globo

A PF encontrou impressões digitais do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) no apartamento de Salvador onde foram apreendidos R$ 51 milhões. O dono do imóvel confirmou ter emprestado o apartamento a Geddel. A Polícia Federal encontrou as impressões digitais do ex-ministro Geddel Vieira Lima, no apartamento em Salvador onde, na última terça-feira, foram apreendidos R$ 51 milhões em espécie, acondicionados em malas e caixas. A quantia é a maior apreensão em dinheiro vivo já feita no país.

As impressões digitais reforçam as suspeitas de ligação do ex-ministro com o dinheiro, comprovando que ele esteve no imóvel onde a quantia milionária estava guardada.

Para a Polícia Federal, o apartamento onde foram encontradas impressões digitais de Geddel, no bairro da Graça, na capital baiana, era um local de armazenagem de dinheiro em espécie.

A quantia foi localizada em uma ação de busca e apreensão na Operação Tesouro Perdido, um desdobramento da Operação Cui Bono, sobre investigações de fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal.

De acordo com a Polícia Federal, o dinheiro, que seria utilizado por Geddel, foi contabilizado em R$ 42.643.500 e US$ 2.688.000 (R$ 8.387.366,40, segundo a cotação do dia, de US$ 1 dólar = R$ 3,1203). A soma dos valores em dólares e reais é de R$ 51.030.866,40.

Um vídeo divulgado pela polícia mostra a contagem das cédulas com o uso de várias máquinas. O valor será encaminhado para uma conta judicial.

O empresário Sílvio Silveira, apontado como dono do apartamento onde foi encontrado o dinheiro, se apresentou espontaneamente à Polícia Federal e disse ter emprestado o imóvel, localizado numa área nobre de Salvador, para Geddel guardar documentos. A informação foi divulgada ontem pelo superintendente da PF na Bahia, Daniel Madruga.

Sílvio se apresentou na terça-feira, após ser intimado, e, de acordo com a PF, disse que não sabia que o local estava sendo usado para guardar dinheiro em malas e caixas. Conforme o superintendente, o empresário, que é ligado à construção civil, relatou que é um “conhecido” de Geddel e que cedeu o imóvel a ele para que guardasse pertences do pai, que morreu em janeiro de 2016.

A informação que a gente tem é que esse apartamento teria sido emprestado supostamente para colocar pertences do pai do ex-ministro Geddel. E quando nós fomos lá, nos deparamos com o dinheiro. Na verdade, teria sido uma desculpa que ele (Geddel) usou para obter o apartamento emprestado”, disse Madruga.

O prédio onde o dinheiro foi achado fica na Rua Barão de Loreto, no bairro da Graça, e tem 18 apartamentos, dois por andar. A defesa de Geddel disse que não concederá entrevistas ou fará depoimentos sobre o assunto.

“CRIMINOSO EM SÉRIE”

Geddel cumpre prisão domiciliar há quase dois meses no apartamento dele, em Salvador, sem monitoramento eletrônico. A Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap) não dispõe de tornozeleiras.

Geddel foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013, durante o governo de Dilma Rousseff. No governo Michel Temer, foi ministro da Secretaria de Governo.

A prisão de Geddel foi decretada em julho. No pedido à Justiça, o Ministério Público Federal afirmou que Geddel é “um criminoso em série” e que faz dos crimes financeiros e contra a administração pública “sua própria carreira profissional”.

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