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Advogado de Temer quer denúncia adiada e avalia anulação de provas é o título de matéria no Globo

O advogado Antonio Cláudio Mariz, que defende o presidente Michel Temer, informou que pedirá formalmente acesso à gravação omitida pela JBS que foi entregue à Procuradoria-Geral da República na semana passada. Mariz afirmou que a credibilidade da PGR está abalada devido ao açodamento no oferecimento da primeira denúncia contra Temer pelo procurador Rodrigo Janot. O advogado destacou que deseja aguardar para decidir sobre eventual pedido de anulação de provas.

Surpreendido logo que acordou, por volta das 6h de hoje (no horário chinês), pelas declarações de Janot, Temer recomendou a assessores e aliados pelo telefone que sejam cautelosos e tenham “calma” para lidar com os novos fatos antes de qualquer comemoração.

Quem está tomando a iniciativa de declarar os vícios é o procurador-geral. Eu estou aguardando, a partir da divulgação dos vícios e do acesso que eu quero ter a essas gravações e mídias, e então vou examinar as providências. Vou requerer o acesso formalmente ao ministro Fachin — disse Mariz ao GLOBO.

Na China, ao deixar o hotel no balneário de Xiamen, o presidente disse que recebeu a notícia com a serenidade de sempre. E que, se não tivesse tido esta serenidade, “ninguém suportaria o que aconteceu”.

Não houve uma alteração sequer. Aliás, desde o início. Se eu não tivesse a serenidade desde o início, creio que ninguém suportaria o que aconteceu.

“PREMONIÇÃO”

O advogado diz esperar que, diante da abertura da revisão do acordo de delatores da JBS, Janot não tenha açodamento para apresentar uma nova denúncia contra o presidente.

Espero que, em relação à eventual nova denúncia, não haja açodamento, para que seja mantida a credibilidade da Procuradoria-Geral da República, que está abalada — afirmou o advogado.

Temer não comentou o pedido do advogado para que Janot adie a denúncia.

Isso é coisa do meu advogado. Como você disse, o meu advogado tem que cuidar disso.

Já Mariz ironizou o fato de haver a citação de irregularidades na atuação do ex-procurador Marcello Miller. A defesa de Temer já tinha feito ataques ao procurador, que integrou o grupo de trabalho da Lava-Jato e depois foi atuar para a JBS.

Houve uma premonição — afirmou Mariz, que conversou com Temer tão logo Janot se pronunciou para tratar de avaliações e saídas jurídicas.

O presidente recomendou cautela e serenidade para analisar os áudios, para se ter um diagnóstico mais preciso. O que ele acha é que é preciso conhecer os detalhes para analisar isso diante do quadro jurídico — disse um auxiliar do presidente.

Segundo alguns de seus principais assessores, o presidente e Mariz vão questionar a forma como foram obtidas as provas que atingiram Temer na primeira denúncia oferecida por Janot, já derrotada na Câmara dos Deputados. A expectativa, a despeito do novo cenário, é que o procurador-geral apresente nova denúncia nos próximos dias.

Certa e seguramente haverá questionamento das provas levantadas até agora e da forma como foram colhidas — afirmou uma pessoa próxima a Michel Temer.

Os aliados do peemedebista vão sustentar nos próximos dias que Joesley foi “desmascarado” e mentiu em trechos do acordo de colaboração.

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