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Base insatisfeita fica à espera da volta de Temer é o título de matéria no Globo

Quando voltar da viagem à China, o presidente Michel Temer encontrará uma base aliada insatisfeita, dispersa e querendo cobrar uma fatura. Aliados reclamam que as promessas feitas pelo governo para garantir os votos contra a primeira denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) não foram cumpridas e alertam que esse não é o clima ideal para a possível chegada de uma nova denúncia à Câmara. Para sentir o clima, o presidente em exercício, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reunirá alguns líderes aliados hoje à noite.

Deputados do centrão pressionam e sustentam que há problemas na articulação política, com críticas ao ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB). Os aliados não engolem a explicação de que o presidente não pode tirar os tucanos do governo — o partido rachou na votação da primeira denúncia.

A coisa não está boa. Ou o governo toma uma providência na volta do presidente Temer, ou não vai dar certo. O ministro Imbassahy já deveria ter entregue o cargo. A forma como o governo trata a base não é correta. As matérias do governo chegam sem aviso e há todo um desgaste nas negociações — disse o líder do PP, Arthur Lira.

O deputado Efraim Filho (PB), líder do DEM, não ficou satisfeito com as investidas do PMDB sobre um grupo do PSB que vinha negociando a filiação ao DEM:

Manter o alinhamento com o governo não é fácil. É o momento de se construir pontes, não muros.

Temer, que cogitou antecipar sua volta da China, deverá reunir os ministros do núcleo duro do Palácio do Planalto e líderes governistas assim que chegar. O presidente conversou com parlamentares que o acompanham na viagem e desqualificou a possível nova denúncia, afirmando que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o “persegue” e faz acusações sem provas.

O governo já mexeu em cerca de 40 cargos de segundo e terceiros escalões, que eram ocupados por indicados de deputados que votaram a favor da denúncia. Nas conversas com os aliados, Temer argumentou que tinha de fazer as mudanças como forma de “punição” aos parlamentares da base que votaram contra ele.

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