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Mulher de Joesley nega versão de delator é chamada na capa do Globo

A defesa do deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) diz que vai protocolar na próxima segunda-feira na Justiça petição em que contesta relato do executivo da J&F, Ricardo Saud, sobre discussão a respeito de pagamento de propina durante jantar na casa do dono da JBS, Joesley Batista. Os advogados vão tentar anular na Justiça parte da delação do empresário da J&F.

Em delação, Saud relatou ter sido acertado neste encontro o pagamento de “algo em torno de R$ 10 milhões” à família do parlamentar em troca do controle do serviço de água e esgoto do Rio Grande do Norte, negócio que acabou não se concretizando.

A defesa de Faria contesta a versão e incluiu na petição trecho de áudio de Whatsapp enviado pela mulher de Joesley Batista, Ticiana Villas Boas, a Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos e mulher do parlamentar, no dia 1º de julho. As duas foram colegas de trabalho no “SBT” e estavam presentes no jantar citado.

Na mensagem de voz, obtida pela GloboNews, Ticiana diz achar “um absurdo isso tudo que está acontecendo’’:

Oi, Pati, sou eu, Tici. Estou ligando para você e mandando essa mensagem para te falar do meu apoio. Então, o que eu quero falar é que eu acho um absurdo isso tudo… que está acontecendo. Aquele jantar, imagina só, não tem nada a ver do que falaram, foi um jantar normal, eu não vi nada de dinheiro, de nada que beirasse ser ilícito. Se você for chamada para depor ou tiver qualquer tipo de implicação para você, eu sou sua testemunha de defesa e vou deixar claramente que é um absurdo’’, afirmou Ticiana na mensagem.

Em nota divulgada na tarde de ontem , Ticiana Villas Boas confirmou o envio da mensagem, mas dá a entender que o contexto é diferente do mencionado pelos advogados de Fábio Faria:

Como revela o áudio, nem ela nem Patrícia, durante o período em que estiveram juntas no jantar em sua casa, presenciaram qualquer conversa com conteúdo ilícito. Em vários momentos do encontro, os casais se dividiram em grupos de homens e mulheres, e Ticiana imaginou que Patrícia, assim como ela, não sabia que nas conversas entre os maridos eles trataram de propina”, diz a nota.

O grupo J&F argumentou, também em nota, que os fatos relatados na delação da J&F ocorreram “na data e eventos conforme relatados, em conversa reservada, sem participação nem conhecimento das esposas’’. Segundo a empresa, “os colaboradores continuam à disposição para cooperar com a Justiça’’.

Advogados de Patrícia Abravanel entraram com ação na Justiça pedindo R$ 300 mil a Ricardo Saud por danos morais, pelo fato dela ter sido mencionada no depoimento do delator. Ainda que o executivo não tenha associado Patrícia ao pagamento de propina, o simples fato de citá-la teria resultado em prejuízos para sua carreira, segundo petição levada à Justiça.

Segundo a defesa, se vitoriosa a tese pelo pagamento de indenização, o dinheiro será doado à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

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