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Lula diz que Maia está ‘se preparando para ser presidente é o título de matéria no Estadão

Embora deseje o afastamento do presidente Michel Temer (PMDB), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, ontem, que uma eventual substituição do peemedebista pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não é necessariamente uma boa notícia para a militância petista.

Segundo Lula, Rodrigo Maia “deve estar se preparando para ser o próximo presidente da República como seguidor do golpe, e não podemos achar que um golpista é melhor do que outro”. “Golpista é golpista”, afirmou Lula, durante a posse da nova presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), em Brasília.

A mudança que queremos é que o povo brasileiro volte a ter o direito de escolher o seu presidente. Errando ou acertando, é o povo que tem o direito de tirar e colocar pessoas”, comentou o ex-presidente, numa cerimônia marcada por gritos de “Fora Temer”, “Liberdade pra Vaccari (em referência ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso na Lava Jato)” e “(José) Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro”.

Ninguém quer mais o afastamento do Temer do que nós que estamos aqui. Queremos a saída do Temer e eleições diretas porque queremos fazer com que os trabalhadores continuem com seus direitos.”

Ao comentar as investigações em curso no País, o petista afirmou não admitir que “alguém diga que o PT é contra o combate à corrupção”. “Somos contra que se faça pirotecnia, com meia dúzia de pessoas se achando donas da verdade”, disse, sem mencionar nomes.

Fraude. Nova presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PR) fez em seu discurso uma defesa enfática da candidatura de Lula ao Planalto em 2018. “Não pensem eles que a sentença de um juiz de primeiro grau vai inviabilizar o processo democrático deixando Lula fora das eleições. Uma eleição presidencial sem Lula não é eleição, é fraude à democracia”, afirmou Gleisi, ré perante o STF no âmbito da Lava Jato.

Antes da posse de Gleisi, Lula havia dito que “sonha” em construir um “bloco de esquerda progressista” para disputar as eleições em 2018.

Já a presidente cassada Dilma Rousseff, ao falar do processo que a levou ao impeachment, disse que a “história está sendo severa e implacável com os líderes do golpe” e todos seus apoiadores, citando Temer, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

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