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Série de notas na Monica Bergamo mostra bastidores da negociação de Rocha Loures com Ministério Público

CORDA BAMBA

Rodrigo Rocha Loures, o “deputado da mala”, oscilou o tempo todo entre fazer ou não uma negociação de colaboração com o Ministério Público Federal. Pressionado por parte da família, nunca bateu o martelo.

HORA CERTA

Entre pessoas de seu círculo próximo há desde sempre uma certeza: uma delação de Loures só seria valiosa se feita antes de eventual queda de Michel Temer. A possibilidade de afastamento já parecia, nesta semana, mais distante do que na anterior. Loures, portanto, ganhou tempo.

NO COMANDO

O pai do deputado, que também se chama Rodrigo Rocha Loures, assumiu a dianteira de todas as conversas, diante da fragilidade extrema em que se encontra o filho. Foi ele, por exemplo, quem contratou o advogado Cezar Bittencourt para tocar o caso. O defensor diz que até segunda-feira (29) nem sequer tinha falado com o parlamentar.

GORJETA

Bittencourt, que é crítico feroz da forma como as delações são conduzidas, diz que executivos da JBS pagarão multa que equivale a “gorjeta menor do que a que damos a garçons em restaurantes”.

GORJETA 2

Na conta dele, a JBS recebeu “cerca de R$ 10 bilhões de financiamento do BNDES”. “Mas a multa aos executivos é de cerca de R$ 300 milhões, ou seja, 3% do valor. Em restaurantes pagamos pelo menos 10% da conta”, afirma ele.

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