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Reforma mantém desigualdade na previdência, diz o Valor

Ao excluir militares e servidores estaduais da reforma da Previdência, o governo agrava o antigo problema dos privilégios dos funcionários públicos, que se aposentam ganhando em média cinco vezes mais que os trabalhadores do setor privado. Isso faz a distribuição de renda no sistema previdenciário ser ainda mais desigual que na sociedade em geral.

Especialistas ouvidos pelo Valor são unânimes em afirmar que qualquer reforma relevante da Previdência tanto no aspecto fiscal quanto no social deveria começar por esses privilégios.

“Um quinto de toda a renda previdenciária do país é recebida por uma fração mínima dos funcionários civis e militares que recebem acima do valor que serve de teto para os trabalhadores do setor privado”, diz Marcelo Medeiros, do Ipea.

Cálculos de Medeiros, em parceria com Pedro Ferreira de Souza, também do Ipea, indicam que o regime dos funcionários públicos civis e militares tem a renda quase duas vezes mais concentrada que o Regime Geral da Previdência Social (RGPS) do setor privado.

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