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MP eleitoral apura ato de Lula na Paraíba, diz O Globo

Em evento do PT, Lula se queixou do juiz Sérgio Moro e chamou o procurador Dallagnol de “moleque”: “Nem Moro, nem Dallagnol, nem o delegado têm a lisura, a ética e a honestidade que eu tenho.” O procurador regional eleitoral Marcos Queiroga abriu investigação para apurar supostas irregularidades numa comemoração pela inauguração de um trecho da transposição das águas do Rio São Francisco em Monteiro, na Paraíba, no domingo. A festa teve a participação dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, e do governador Ricardo Coutinho (PSB). Segundo a Procuradoria Regional da Paraíba, se comprovadas as irregularidades, os políticos que participaram do evento estão sujeitos a multas e até mesmo a cassação de eventual candidatura nas próximas eleições. As despesas de Lula no evento foram pagas pelo PT.

Também estiveram na inauguração o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o senador Humberto Costa (PT-PE) e outros políticos da região. Em nota, Queiroga informa que os autos foram enviados para a Procuradoria-Geral Eleitoral, em Brasília. Caberá ao vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino decidir se dá sequência às investigações.

A paternidade da transposição do São Francisco virou motivo de uma batalha entre governo e oposição. Parte das obras foi inaugurada pelo presidente Michel Temer. Ele afirmou que a construção não pode ser atribuída a um único político. Lula e Dilma, por outro lado, reivindicam a responsabilidade. Para eles, a transposição não teria acontecido se seus governos não tivessem se empenhado na execução dos serviços.

Num discurso em Monteiro, Lula disse que lutou muito pela obra. Na ocasião, mencionou a possibilidade de se candidatar em 2018:

Peçam a Deus para eu não ser candidato porque se eu for é para ganhar.

PT ADIA LANÇAMENTO DE CANDIDATURA

Com receio de sofrer punições da Justiça Eleitoral, o PT desistiu de lançar, no mês que vem, a candidatura de Lula à Presidência. Petistas defendiam que Lula deveria depor ao juiz Sérgio Moro no dia 3 de maio, no processo sobre o tríplex do Guarujá, na condição de pré-candidato. Ontem, o presidente do partido, Rui Falcão, disse que a oficialização ficará para um “momento mais oportuno”:

Não queremos dar pretexto a nenhum tipo de acusação forjada de que ele está se antecipando à campanha eleitoral e, a partir daí, sofrer multas.

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