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Dilma diz que era distante e desconfiava de Odebrecht é o título de matéria no Globo

A assessoria de imprensa da ex-presidente Dilma Rousseff divulgou nota intitulada “Não adianta lançarem novas mentiras contra Dilma Rousseff”.

O texto rebate o conteúdo do depoimento de Marcelo Odebrecht, que diz que Dilma sabia de caixa 2 na campanha dela à Presidência em 2014. A nota afirma que a petista “não tem e nunca teve qualquer relação próxima com o empresário Marcelo Odebrecht, mesmo nos tempos em que ela ocupou a Casa Civil no governo Lula”.

A nota também diz que Dilma “sempre manteve uma relação distante do empresário, de quem tinha desconfiança desde o episódio da licitação da Usina de Santo Antônio”. A assessoria declarou ainda que a ex-presidente “jamais pediu recursos para campanha ao empresário em encontros em palácios governamentais, ou mesmo solicitou dinheiro para o Partido dos Trabalhadores”. No texto, a equipe da ex-presidente desafiou Marcelo Odebrecht a produzir provas contra Dilma para sustentar as acusações que fez. “Não basta acusar de maneira leviana”, afirmou.

VAZAMENTO “SELETIVO”

O texto também questiona que tenha sido divulgado indevidamente apenas o conteúdo dos depoimentos que comprometem Dilma, em detrimento de indícios contra o atual presidente Michel Temer, às vésperas do julgamento da chapa: “É no mínimo estranho que, mais uma vez, delações sejam vazadas seletivamente, de maneira torpe, suspeita e inusual, justamente no momento em que o TSE, órgão responsável pelo processo que analisa a cassação da chapa Dilma-Temer, está prestes a examinar o relatório do ministro Herman Benjamin”.

Ontem à noite, o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral Bruno César Lorencini aceitou pedido da defesa de Dilma e determinou instauração de procedimento interno para apurar o vazamento dos depoimentos. Ele encaminhou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral.

O juiz afirma que a Constituição garante o sigilo da fonte. Ressalta, no entanto, que todos os envolvidos na investigação, entre eles o MP, “têm o dever de observar a determinação judicial que impôs a confidencialidade, cujo descumprimento acarreta consequências administrativas, cíveis e criminais”.

A assessoria da ex-presidente disse que o presidente do TSE, Gilmar Mendes, e o procuradorgeral da República, Rodrigo Janot, precisam “cobrar a responsabilidade sobre o vazamento de um processo que corre em segredo de Justiça”. Anteontem, Gilmar havia criticado o vazamento de informações da lista da Odebrecht acusando o Ministério Público de cometer “crime”. Já os depoimentos divulgados ontem são tratados como sigilosos no tribunal que Gilmar preside.

Por meio da assessoria, Dilma afirmou que não desistirá de provar sua inocência. “Apesar das levianas acusações, suspeitas infundadas e do clima de perseguição, criado pela irresponsável oposição golpista desde novembro de 2014 — e alimentada incessantemente por parcela da imprensa —, Dilma Rousseff não foge da luta. Vai até o fim enfrentando as acusações para provar o que tem reiterado desde antes do fraudulento processo de impeachment: sua vida pública é limpa e honrada”, diz a nota.

Já a defesa dos ex-ministros do governo Dilma Guido Mantega e Antonio Palocci disse que não iria comentar trechos de depoimentos sob sigilo. A Odebrecht informou que não iria se manifestar, mas esclareceu que está colaborando com a Justiça.

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