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Presidente do Senado já foi citado por delatores, diz o Globo

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), já havia sido citado por pelo menos dois delatores que firmaram acordos na Operação Lava-Jato. Nelson de Mello, ex-diretor do grupo Hypermarcas, afirmou que Eunício recebeu R$ 5 milhões para a campanha ao governo do Ceará, em 2014, por meio de contratos com empresas de fachada indicadas pelo lobista Milton de Oliveira Lyra Filho.

O procurador Rodrigo Janot declarou ao Supremo Tribunal Federal (STF) suspeição para investigar o caso, por motivo de foro íntimo. O ex-senador Delcídio Amaral também apontou Eunício Oliveira como um dos integrantes do “núcleo duro” do PMDB que teria recebido propinas das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O senador nega todas as acusações.

Eunício afirmou ontem ter “absoluta convicção” de que a verdade será restabelecida nas investigações sobre a empresa Confederal.

— Eu queria, diante dos fatos de hoje, dizer que todos vocês já têm conhecimento, que, no ano de 2014, quando fui candidato a governador do Ceará, autorizei que fossem buscadas contribuições eleitorais dentro da lei. Portanto, estou muito tranquilo, sei que os fatos serão apurados pelo Supremo Tribunal Federal, e o lugar adequado é lá. O inquérito é um processo natural. Tenho absoluta convicção de que a verdade será restabelecida — disse Eunício, que ontem comandou uma reunião de líderes dos partidos do Senado para definir a pauta de votações no Senado.

O advogado Aristides Junqueira, que defende o presidente do Senado, informou por meio de nota que, em 2014, durante o processo eleitoral, o senador “autorizou que fossem solicitadas doações, na forma da lei, à sua campanha ao governo do estado do Ceará”.

“O pedido de abertura de inquéritos no STF, destinados a apurar versões de delatores, cujos conteúdos desconhece, é o caminho natural do rito processual. O senador tem a convicção que a verdade dos fatos prevalecerá”, diz a nota.

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