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Para presidente do PSB, proposta do governo ‘não serve’, diz o Valor

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou ontem, em entrevista ao Valor, que não é contrário à ideia de reformar a Previdência, mas o projeto de mudanças, tal qual enviado pelo governo à Câmara dos Deputados, “não tem a menor chance” de receber apoio da maior parte da bancada do partido.

“O texto [proposto pelo governo] não serve. Partido socialista aprovar uma reforma da Previdência tal como foi encaminhada ao Congresso, aí teria que mudar de nome”, disse. “Não tem a menor chance de passar”.

Segundo Siqueira, esse é o sentimento majoritário na bancada. Apenas um grupo “muito pequeno” da legenda votaria favoravelmente ao projeto original do governo, disse. Mas mesmo esses deputados, completa, “não chegam a dizer que são favoráveis, de tão impopular que é [o projeto]”. O PSB tem 35 deputados em exercício. O dirigente não informou quantos seriam favoráveis e quantos seriam contrários à proposta do governo.

Siqueira afirma que, entre os itens vistos como críticos por ele e pela maior parte da bancada, está a desvinculação ao salário mínimo nas pensões e o aumento da idade de 65 anos para 70 anos para acesso ao Benefício de Prestação Continuada.

Ele entende também que a equiparação da idade mínima entre homens e mulheres deve ser feita, mas de forma gradual.

“Precisamos fazer uma reforma da Previdência no país, mas sem diminuir ou retirar os benefícios dos mais necessitados”, diz.

Na semana passada, Siqueira esteve com Michel Temer. Segundo ele, o partido só não fechou questão contra a reforma até agora porque o presidente mostrou-se “interessado” nas suas ponderações. O dirigente afirmou, porém, que vem recebendo pressão de alguns deputados da sigla para que o PSB feche questão contra a proposta.

Hoje, Siqueira recebe o relator do projeto, Arthur Maia (PPS-BA), para reunião com os líderes do PSB na Câmara e no Senado.

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