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Governo cria grupo no Whats App para municiar parlamentares para rebaterem críticas à reforma, diz O Globo

Para vencer a batalha da reforma da Previdência no Congresso ainda no primeiro semestre, o governo quer antecipar etapas e decidiu construir um texto conjunto entre deputados e senadores — fazendo novas concessões. A proposta de emenda constitucional (PEC) 287 está sendo discutida na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. A ideia é que o substitutivo do relator, Arthur Maia (PPS-BA), seja aprovado em abril nessa comissão, já com o respaldo das duas Casas. Para isso, o presidente Michel Temer dará início hoje a um processo de negociação, quando se reunirá com metade da bancada; e na próxima semana, com a outra.

A ideia é ajustar o texto original para facilitar sua votação. Além de rever as mudanças previstas para Benefícios de Prestação Continuada (BPC) e trabalhadores rurais, o governo pode mexer na regra proposta de cálculo da aposentadoria (de 51% sobre os melhores salários, mais 1 ponto percentual a cada ano adicional de contribuição). Esta fórmula reduz o valor do benefício em relação às normas atuais. A ideia é elevar um pouco o percentual, para 55% por exemplo, para permitir um benefício maior. A regra de transição também deverá ser alterada para reduzir as diferenças “abruptas” entre os trabalhadores que já estão no mercado.

O Planalto avalia que vencida a primeira prova de fogo na comissão especial, será necessário convencer as lideranças partidárias, incluindo as executivas nacionais, para fechar posição durante a votação da PEC nos plenários da Câmara e do Senado.

— Se for desorganizado para o plenário, esse processo sairá do controle e a PEC corre risco de ser desfigurada — disse um interlocutor do Planalto.

GRUPO DE ‘DEFESA’ NAS REDE SOCIAIS

O presidente da comissão especial, Carlos Marun (PMDB-MS), reforçou que o relator está ouvindo todas as ponderações dos parlamentares, mas que vai apresentar um texto fechado com o governo e todos os líderes da base aliada, inclusive do Senado. Para isso, há possibilidade de que o texto seja aprovado na segunda quinzena de abril e não na primeira, conforme foi cogitado inicialmente. Enquanto, isso o partido do governo, o PMDB, criou um grupo no WhatsApp chamado Movimento Brasil Sustentável do Futuro, com partidos da base, para defender a reforma. A ideia é abastecer com frequência deputados e senadores com informações a favor da PEC, com explicações sobre diversos aspectos da proposta.

Além disso, um grupo de quatro “pit bulls”, contou um parlamentar, ficará de prontidão para responder imediatamente a todos os ataques contra a reforma nas redes sociais. Os anúncios são desenhados pela equipe de marketing do PMDB e da Fundação Ulysses Guimarães e disparadas por um centro de distribuição. Também fazem parte da equipe técnicos das consultorias da Câmara e do Senado, da área econômica do governo e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), o grupo terá em breve a adesão de confederações nacionais, como as da indústria (CNI) e do comércio (CNC), além de igrejas. A meta é disparar 500 mil mensagens em 30 dias.

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