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Castelo de areia 2? É o título da coluna de Vera Magalhães sobre vazamentos do MP a imprensa

O motivo seria uma entrevista “informal” concedida por procuradores para detalhar a “lista do Janot”. Na conversa com jornalistas foram divulgados os números – 320 pedidos no total, dos quais 83 de abertura de inquérito no STF etc. – e explicados os enquadramentos penais usados pelo procurador-geral.

Nomes da lista não foram divulgados nessa conversa. Quer dizer que não houve vazamento? Não. Quer dizer que os nomes dos citados já eram conhecidos há meses, e as confirmações, se existiram, não se deram nessa ocasião.

Os envolvidos na Lava Jato fazem coro à fala de Gilmar e torcem por alguma saída. Ora falam em reforma política, ora em projetos como anistia ao caixa 2 ou mudança na lei de abuso de autoridade. Agora, ensaiam tentar fazer com a Lava Jato o que se fez com a Castelo de Areia, anulada em 2010 por uso de denúncia anônima.

Não será possível. Seja porque a operação já está mais avançada, inclusive com condenações, seja porque seu arcabouço de provas é mais robusto, ou porque a sociedade está vigilante.

Vazamentos não são novidade da Lava Jato nem exclusividade do Ministério Público. São suficientes para suscitar o descarte de um conjunto de revelações que dizem respeito a diversas forças políticas e abrangem as últimas décadas da relação entre poder público e o setor privado no País? Não parece razoável.

Mesmo porque o próprio Janot pediu a quebra do sigilo das informações – prática já tornada padrão pela força-tarefa em Curitiba, aliás.

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