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Operação Carne Fraca já afeta as exportações é a manchete do Valor

Quatro importantes parceiros comerciais brasileiros suspenderam ontem, total ou parcialmente, as importações de carnes até que Brasília explique o que se passa na fiscalização sanitária de frigoríficos produtores. China, União Europeia, Chile e Coreia do Sul importaram quase US$ 4 bilhões em carnes brasileiras em 2016 e aguardam respostas do Ministério da Agricultura sobre a extensão das irregularidades apontadas pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, e o possível comprometimento da qualidade dos alimentos exportados.

O setor privado está cauteloso ao estimar perdas financeiras. A lista de países com algum tipo de embargo às carnes deve aumentar em 2016, o Brasil exportou o produto para mais de 150 destinos, obtendo receita de US$ 13,7 bilhões. Desde sexta-feira, diversos governos já pediram esclarecimentos ao ministério.

Por enquanto, o caso que mais preocupa é o da China, porque é grande importador e pelo caráter generalizado do veto temporário aos produtos brasileiros. Desde o domingo, os chineses interromperam a inspeção dos embarques de carnes que chegam a seus portos e só liberarão o desembaraço após avaliar as respostas do Brasil. Só em carne de frango, 300 contêineres (mais de 7 mil toneladas) aportam semanalmente na China.

O país asiático é de suma importância para as três principais carnes, ocupando o posto de segundo principal destino das exportações bovinas e de frango do Brasil, e terceiro para a carne suína. No ano passado, os chineses desembolsaram US$ 1,7 bilhão para importar esses produtos do Brasil.

Em um “post” no Twitter, a senadora Kátia Abreu (PMDB-GO) afirmou que o atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio, atuou para proteger Daniel Gonçalves Filho, superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná. No ano passado, ainda deputado federal pelo PMDB-PR, Serraglio teria comparecido ao gabinete da então ministra da Agricultura para tentar impedir a demissão de Gonçalves. Segundo a PF, o superintendente é líder de uma organização criminosa no Paraná e, em uma ligação telefônica, Serraglio o teria chamado de “grande chefe”.

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