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Governo já estuda receitas para cumprir meta de 2018, diz o Valor

Por Fabio Graner | De Brasília

Além do contingenciamento que será definido até amanhã, o governo já trabalha do lado das receitas para cumprir a meta fiscal de 2018. Por ora, a meta é apenas indicativa e está em R$ 66 bilhões de déficit primário para o setor público saldo negativo de R$ 79 bilhões para o governo central, R$ 3 bilhões para estatais e superávit de R$ 16 bilhões para Estados e municípios. Esses números constam do cenário apresentado quando foi fixada a meta de déficit de R$ 143,1 bilhões para o setor público em 2017.

A avaliação é que o número indicativo de déficit de 2018 é ambicioso e demandará esforço maior do lado das receitas. Nesse sentido, o cardápio de alta de tributos ou reversão de desonerações em discussão para atenuar o corte de despesas neste ano também é avaliado considerando a necessidade de um saldo fiscal negativo bem menor no ano que vem. Como o Valor mostrou na semana passada, o governo tem um mapeamento de mais de 20 opções de elevações de impostos ou retiradas de desonerações.

O governo tem até meados de abril para enviar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias fixando a meta para o próximo ano. Embora o cenário mais plausível hoje seria a confirmação da trajetória projetada quando foi definida a meta deste ano, o governo pode fixar objetivo diferente, pois aquela previsão era apenas indicativa.

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