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BNDES refuta críticas e tenta salvar concessões é a manchete do Valor

Os acordos de leniência fechados com o Ministério Público Federal (MPF) pelas empresas da Lava-Jato são fundamentais para que essas companhias voltem a contratar empréstimos com o BNDES, disse ao Valor a presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques. Ela informou que o banco está negociando com o MPF um acordo de cooperação institucional.

“A leniência é condição essencial, mas não suficiente porque precisamos avaliar a questão de crédito das empresas junto ao BNDES”, explicou. As empresas envolvidas nos desvios de recursos da Petrobras perderam acesso aos recursos do banco e algumas enfrentam dificuldades. Apesar disso, o BNDES não executou as fianças bancárias dos grupos envolvidos, o que, segundo Maria Silvia, comprova a preocupação da instituição com os projetos de concessão. “Se tivéssemos descompromisso com os projetos, as empresas, teríamos executado as fianças.”

A gestão da executiva tem sido criticada pela paralisação dos repasses de recursos às empresas envolvidas em casos de corrupção. Maria Silvia refuta as críticas. Diz que os desembolsos foram suspensos na gestão anterior e que, desde que assumiu o posto, em junho, tem trabalhado para corrigir falhas nas operações do banco e achar soluções para os projetos afetados pela Lava-Jato. Ela sustenta que a forte recessão explica a baixa demanda pelo crédito do BNDES.

“Lemos cotidianamente que o banco não quer emprestar, que descumpriu compromissos, e nenhuma dessas afirmações é verdadeira”, afirmou a presidente do BNDES. “Esta gestão não interrompeu nenhum pagamento.”

O BNDES, informou Maria Silvia, vai passar a compartilhar garantias com outros bancos que emitirem cartas de fiança para financiamentos de infraestrutura. É uma forma de compensar o fato de o banco ter suspendido a concessão de empréstimo-ponte aos consórcios vencedores dos leilões de concessão.

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