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Líderes do G-20 recuam sobre livre comércio, diz o Estadão

Líderes financeiros das maiores economias do mundo recuaram na promessa de manter o comércio global livre e aberto, concordando com o protecionismo cada vez maior dos Estados Unidos, depois de não ser possível chegar a um acordo na reunião de dois dias.

Quebrando uma tradição que durava uma década de apoiar o livre comércio, ministros das finanças e chefes de bancos centrais do G-20 (grupo dos 20 países mais ricos do mundo) fizeram apenas uma referência simbólica ao comércio em seu comunicado, ontem, derrota clara da nação anfitriã Alemanha, que lutou contra as tentativas do novo governo norte-americano de enfraquecer compromissos anteriores.

No maior conflito da nova administração dos EUA com a comunidade internacional, autoridades do G-20 também retiraram do seu comunicado a promessa de financiar a luta contra as mudanças climáticas, resultado que já era antecipado, depois de o presidente Donald Trump chamar o aquecimento global de “engano”. Os EUA não cederam em questões chave, essencialmente atacando acordos anteriores.

Retomada brasileira. O presidente do Banco Central (BC) Ilan Goldfajn disse ontem que a recepção do G-20 à retomada econômica brasileira foi mais positiva do que o imaginado. “Não que eu imaginasse uma reação negativa, mas poderia ser morna, ok, e não foi.”

Os motivos para a retomada da atividade no País, segundo Goldfajn, são as reformas e a melhora do ambiente externo. “Há uma percepção de que a recuperação vem junto com esse crescimento no mundo”, disse ele, citando que esta é uma das três conclusões a que chegou após o encontro no G-20.

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