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Situação de Padilha é considerada a mais delicada, diz o Estadão

A situação do chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, é vista pelo Palácio do Planalto como “a mais delicada” entre os ministros incluídos na “lista de Janot”. Mesmo assim, o presidente Michel Temer tenta de toda forma manter o “capitão do time”, ao menos até a aprovação da reforma da Previdência no Congresso.

Articulador político do governo, Padilha voltou anteontem ao trabalho, após 21 dias de licença médica. No Planalto, auxiliares do presidente afirmam que, se ele for obrigado a dispensar o ministro, hoje seu braço direito, esta será a substituição mais difícil e dolorosa de todas.

Além de Padilha, Moreira Franco, também na lista de Janot, é bem próximo a Temer. Em conversas reservadas, deputados do PMDB dizem que, se Padilha e Moreira caírem, Temer fica desprotegido no Planalto. “Quem você acha que vão querer derrubar depois?”, perguntou um interlocutor do presidente, sob a condição de anonimato.

O governo ainda teme “vazamentos seletivos” das delações da Odebrecht. Temer já disse esperar que o sigilo das colaborações seja quebrado de uma única vez.

Embora o discurso oficial seja o de que a divulgação da lista não afetará a tramitação dos projetos de interesse do Planalto no Congresso, a incerteza ronda as votações. Nos bastidores, a avaliação é que nada será como antes. Com aliados atingidos, não será nada fácil para a equipe de Temer aprovar a reforma da Previdência, considerada fundamental para o ajuste das contas públicas, nem as mudanças trabalhistas.

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