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Planalto aposta em denúncias ‘suprapartidárias’, diz O Globo

Segundo auxiliares de Temer, pedidos de inquérito demonstram que problema é ‘sistêmico’, não só do governo

No dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de abertura de 83 inquéritos, envolvendo, entre outros, a cúpula do Palácio do Planalto e do PMDB, o presidente Michel Temer tentou manter a tranquilidade. O que faz integrantes do governo manterem o controle é o que chamam de “suprapartidarismo” dos envolvidos nos pedidos da PGR, que atinge tanto as maiores quanto as menores legendas do Congresso.

Pelas informações, são cerca de 400 políticos envolvidos. Isso não é um problema de governo, é sistêmico — afirmou um auxiliar presidencial.

PODERES INDEPENDENTES”

Ontem, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, minimizou os efeitos da divulgação da lista do procurador-geral da República na votação de temas importantes para o governo no Congresso, como a reforma da Previdência, por exemplo. Ele mencionou que há um trabalho intenso pela frente por parte da Justiça, como aceitação ou não de denúncias, e a abertura de inquéritos. Meirelles destacou ainda que os Três Poderes são independentes.

Eu acredito que não vá prejudicar a continuidade do trabalho do Legislativo — disse o ministro da Fazenda, logo após participar de reunião com a bancada do PSB para explicar detalhes da reforma da Previdência.

Meirelles disse que esse procedimento faz parte das atribuições da Justiça e que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez um trabalho “extenso”:

Isso é um procedimento da Justiça, que é Poder independente e está fazendo as suas investigações.

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