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Movimentos sociais esperam Lula em protesto, diz o Valor

Movimentos sociais e centrais sindicais farão protestos hoje em 18 Estados e no Distrito Federal contra a reforma da Previdência e prometem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ato que será realizado em São Paulo. As entidades pressionarão o presidente Michel Temer a retirar do Congresso a proposta que mudará as aposentadorias dos trabalhadores. Na pauta das manifestações estarão também críticas ao projeto de terceirização e à reforma trabalhista.

As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúnem entidades como CUT, UNE, MST e MTST, organizaram manifestações em 28 cidades. A principal delas será na avenida Paulista, a partir das 16h, com concentração em frente ao Masp. Os movimentos populares anunciaram a participação de Lula, mas a assessoria do ex-presidente não confirmou a presença do petista até a noite de ontem.

Raimundo Bonfim, um dos coordenadores nacionais da Frente Brasil Popular, disse que o ato na avenida Paulista também deve pedir o “Fora, Temer”. Segundo os organizadores, a previsão é que 100 mil pessoas participem do protesto na capital paulista.

A Força Sindical, comandada pelo deputado Paulinho (SD-SP), aliado ao governo Temer, também fará atos contra a reforma da Previdência. A concentração dos protestos será no período da manhã, na porta de fábricas da capital paulista e da região metropolitana.

O “Dia Nacional de Mobilização e Paralisação contra a reforma da Previdência” deverá ser engrossado em São Paulo pela mobilização de professores da rede pública, que devem entrar em greve hoje, e por metroviários, que prometem paralisar as operações de linhas do metrô durante algumas horas desta quarta-feira.

Na divulgação do ato desta quarta-feira, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo afirmam que “é preciso organizar a resistência e conscientizar a população” contra o “brutal ataque aos direitos que vem sendo patrocinado por um governo e uma esmagadora maioria do Congresso, que não tem compromisso com o povo”.

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, afirmou que a presença de Lula na manifestação é essencial para divulgar a pauta dos movimentos populares. “É importantíssima a participação do Lula para dar mais projeção ao protesto. É importante quando ele [ex-presidente] fala ao trabalhador que a proposta é ruim”, disse.

Os movimentos sociais e as centrais sindicais afirmam que não há margem para negociação com a proposta enviada pelo governo. “Temer não está fazendo uma reforma da Previdência, mas sim um desmonte. Ele quer acabar com a previdência pública e transformá-la em previdência privada, para os bancos venderem”, afirmou o presidente da CUT. “A concepção do governo é que o Estado não tenha uma política de aposentadoria. Por isso não vamos fazer emenda ao texto enviado pelo governo, mas sim queremos que o presidente retire essa proposta e faça o debate. Não pode apresentar uma proposta pronta, com a faca no peito”, disse Freitas.

Os movimentos populares também criticam a proposta de terceirização que tramita no Congresso. “Se aprovar essa proposta a reforma trabalhista fica desnecessária”, critica Freitas, afirmando que o texto prevê a retirada de direitos dos trabalhadores.

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