Noticias

Mesmo com queda da Selic, juro de bancos cairá pouco, diz o Valor

Ao contrário de 2012, quando a taxa básica de juros (Selic) caiu de forma rápida e os spreads bancários – diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas cobradas nas operações de crédito – acompanharam o movimento, desta vez os juros cobrados de empresas e pessoas físicas terão queda mais lenta. As instituições financeiras alegam que a redução dos spreads não depende apenas da Selic, mas de uma série de outros fatores, como a inadimplência e o cenário econômico.

Em 2012, o recuo da Selic, que chegou à mínima histórica de 7,25% ao ano, foi acompanhado de forte expansão do crédito. O movimento foi liderado pelos bancos públicos, principalmente Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, que foram forçados pelo governo a reduzir os juros e conceder mais crédito.

Neste momento, após quase três anos de recessão, os bancos estão mais cautelosos porque, depois do breve período de juros mais baixos, a inadimplência aumentou muito. Os estatais, por sua vez, passam por momento de ajuste e não dispõem de folga de capital para expandir suas carteiras. Para o Deutsche Bank, a redução dos spreads esbarra na falta de competição no setor bancário no Brasil.

Deixe uma resposta