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Debate sobre lista fechada é destaque no Panorama Político no Globo

Eunício Oliveira, Presidente do Senado

Um dos articuladores da votação de um novo modelo eleitoral, em meio à crise causada pela LavaJato, Eunício Oliveira (PMDB-CE) defende a adoção da lista fechada pré-ordenada, com voto distrital misto. Diz, porém, que a negociação será ampla. “Financiamento por empresas não retorna. Só trouxe problemas”, diz. Ele participará de reunião amanhã com Temer; Rodrigo Maia; e o presidente do TSE, Gilmar Mendes.

Miro Teixeira, Deputado federal

Miro Teixeira (Rede-RJ) critica a ideia da adoção do voto em lista fechada, proposta já rejeitada na Câmara. “É uma luta que se travará na opinião pública. Pensar em retirar do povo o direito à escolha de seus representantes é querer driblar os efeitos da Lava-Jato, permitindo que nomes referidos na investigação se ocultem na chapa.” Miro prefere o “distritão”, com voto majoritário: elegem-se deputados os mais votados no estado.

 Empreiteiras tem pressa em acordo de leniência, diz nota no Panorama Político

Laços insólitos

A reação do governo e do Congresso à Lava-Jato produziu uma aliança inédita entre empresas investigadas e o Ministério Público Federal. Para retomar obras públicas, as empreiteiras têm pressa nos acordos de leniência. A negociação com a AGU, a CGU e o TCU está paralisada. Em 2014, na gestão Dilma, o entendimento da AGU era que processos não impediam os contratos. Sob Temer, a orientação mudou. As empresas passaram a crer que o interesse dos políticos envolvidos é salvar o próprio pescoço e deixar que paguem a conta do escândalo. Com executivos presos ou condenados e sem caixa, perceberam o abandono dos antigos parceiros. E reforçaram a colaboração com os procuradores.

Odebrecht estuda pedir reparação judicial, diz nota no Panorama Político

Plano de salvação

Para salvar a Odebrecht, reduzida a um terço de seu tamanho original desde o início da Lava-Jato, executivos da empreiteira já estudam pedir recuperação judicial. A empresa responde a processos em 13 países. A recuperação judicial já é uma das alternativas que executivos do grupo Odebrecht passaram a examinar para salvar o conglomerado, reduzido em um terço desde que estourou a Lava-Jato, três anos atrás. A avalanche de processos no Brasil e em outros 12 países desencadeada pela investigação afetou drasticamente sua capacidade de geração de recursos.

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